Categoria: Covid-19

  • Volta ao treino pós-covid o que fazer?

    Volta ao treino pós-covid o que fazer?

    A pandemia causada pela Covid 19 afetou o mundo inteiro. Com isso, milhões de pessoas foram afetadas em todo o mundo, causando perdas e uma transformação importante no dia a dia de toda a sociedade. Quando olhamos para o contexto de quem possui uma rotina de treinos, a pandemia também causou impactos.  A volta ao treino após o período em isolamento é sempre o desafio, sobretudo se estamos falando de uma volta ao treino após a contaminação por Covid. 

    Ao longo desse conteúdo, você encontra algumas informações importantes para aplicar em sua rotina de treinos no momento em que for voltar a treinar após essa contaminação. Confira: 

    Quando voltar ao treino pós-covid?

    A pergunta mais realizada por atletas, sejam amadores, profissionais ou mesmo recreativos, é sobre o tempo certo para voltar após contaminação por essa doença. Para entendermos esse cenário, é preciso destacar que a Covid se manifesta de forma diferente e em gravidade diferente em cada pessoa, portanto, não existe uma única verdade sobre isso. 

    Além disso, é importante lembrar que há casos em que a contaminação deixou sequelas, logo, essas especificidades também devem ser consideradas. 

    A dica principal é sempre procurar um médico antes de começar a realizar qualquer atividade física, mesmo que seja depois de um certo tempo parado. Exames para averiguar se seu corpo está realmente preparado para essa atividade serão realizados, recebendo o aval do médico caso esteja tudo bem. 

    Essa avaliação médica deve ser ainda mais criteriosa em pessoas que foram hospitalizadas e tiverem algum tipo de complicação durante ou após a manifestação da doença. Nestes casos, enquadram-se as pessoas com sintomas relacionados à dificuldade de respirar, dor na região do peito e palpitações. 

    Para aquelas pessoas que não pegaram a doença, não apresentaram sintomas ou que tiveram apenas sinais leves (sintomas tradicionais de uma gripe tradicional), a recomendação é que após o período necessário de isolamento, a volta aos treinos aconteça no sétimo dia sem sintomas. 

    Por que cuidados são necessários para a volta ao treino pós-covid?

    Agora que falamos sobre o tempo indicado para voltar a treinar depois da doença, vamos esclarecer como esse processo deve ser feito. Porém, antes, vamos deixar bem claro os motivos pelos quais alguns cuidados são necessários nesse momento. 

    Normalmente, após um determinado período de inatividade, seu corpo perde força, preparo físico e também o condicionamento físico para realização de atividades. Para completar, essa doença é caracterizada como uma doença respiratória, afetando seu organismo e impactando diretamente nos treinamentos. 

    Assim, voltar aos treinos com a mesma intensidade de antes pode fazer mal para o seu corpo, causando inclusive situações como desmaios, tonturas ou mesmo lesões. Por isso, os cuidados pós-covid são importantes para que seu corpo se acostume novamente com a rotina de treinos. 

    Como voltar ao treino pós-covid?

    Voltar a treinar após o período de contágio da doença exige um planejamento, afinal, é preciso condicionar seu corpo e certificar-se que nenhuma sequela será vista. Como falamos, esse planejamento dependerá da gravidade da doença e também do aval de um médico sobre a volta. 

    Após esse aval, é importante definir novas metas para seus treinamentos. Objetivos devem ser revistos, afinal, é possível que você demore de 2 semanas a 1 mês para voltar ao que era antes de contrair a doença. 

    Um corredor por exemplo. Vamos imaginar que a rotina de treinos desse atleta contempla atividades de força, aquecimento e um treino que simula a distância percorrida. O ideal é que nas primeiras semanas pós-covid, esse treino seja focado na volta do condicionamento físico, percorrendo um terço da distância normal. 

    O objetivo por trás desse planejamento é aumentar a intensidade de forma natural, possibilitando que seu corpo entenda essa volta e evitando lesões e complicações que, infelizmente, podem surgir. 

    Um detalhe essencial é observar os sinais do seu corpo. Nessa volta, ultrapassar limites não é uma boa prática, assim, atividades como monitoramento da frequência cardíaca são importantes para saber como o seu corpo está reagindo aos treinamentos. 

    Por fim, a última dica é não tentar compensar os treinos perdidos. Sabemos que, após um tempo parado e após uma contaminação viral, seu corpo não será o mesmo. Nesse momento, tentar compensar o tempo perdido sem treinar é uma escolha que só coloca em risco sua rotina e não apresenta resultados práticos.   

    Planejamento para a volta ao treino

    Veja abaixo um exemplo de planejamento que pode ser utilizado nesse momento:

    Fase 1: Preparação do corpo – atividades suaves, que servem para preparar seu corpo. Caminhadas e alongamentos são os mais indicados. 

    Fase 2: Atividades de baixa intensidade – aumento moderado da carga, uma caminhada mais forte, por exemplo. 

    Fase 3: Atividades de intensidade moderada – corridas leves e alguns exercícios de força podem aparecer nessa fase, porém, é preciso controlar a intensidade. 

    Fase 4: Atividades de alta intensidade – antes de voltar aos treinos de antes da doença, a recomendação é aplicar uma escala reduzida, treinos menores, mas com exercícios parecidos. 

    Fase 5: Treinos normais – depois de passar por essas etapas, o normal é que seu corpo esteja preparado para voltar aos treinos que eram realizados antes. Lembrando que mesmo assim é preciso ter atenção aos sinais do corpo e, por um tempo, não ultrapassar limites. 

    Melhores exercícios após covid-19

    Como falamos, as pessoas que foram contaminadas pelo coronavírus podem ter uma incidência muito maior de problemas cardíacos. Entre as sequelas mais relevantes está a miocardite, uma inflamação da musculatura do coração que, embora afete menos que 5% de quem teve covid, deve ser entendida. 

    O cansaço excessivo é um dos principais resquícios da doença e deve ser considerado na hora da volta ao treino.

    Com base nisso, atividades de cardio são fundamentais nesse processo. No começo, o foco deve ser naquelas de menor intensidade, como caminhadas. A evolução deve acontecer de forma progressiva e sempre respeitando o corpo. 

    Importância da atividade física 

    A atividade física possui um papel fundamental para todos os estágios da luta contra essa doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, evidências científicas mostraram que a prática de atividade física de forma regular, além de parecer trazer alguma proteção contra casos graves, também potencializa os efeitos da vacinação. 

    Além disso, no período após a contaminação, a atividade física é fundamental. Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), realizaram diversas pesquisas e constataram que o exercício físico, principalmente aeróbicos, são ferramentas fundamentais para a reabilitação dos pacientes que apresentam condições pós-covid.

    Isso acontece devido ao vírus dessa doença danificar a estrutura da enzima ECA2 e as atividades físicas, principalmente aqueles exercícios aeróbicos, contribuírem para o resgate da funcionalidade dessa enzima. 

    Portanto, retomando o que falamos aqui, cada pessoa deve avaliar a sua recuperação após o tempo de contaminação da doença. Para isso, procurar o médico é essencial, afinal, esse profissional é responsável por realizar os exames necessários e fornecer o aval necessário para as voltas aos treinos. 

    Além disso, um acompanhamento especializado também é importante. Quando você conta com profissionais diversos (fisioterapeutas, médicos, nutricionistas e educadores físicos) é mais fácil encontrar uma rotina adequada para essa volta ao treino, sem que coloque em risco seu corpo. 

    Aqui na Vicci você encontra essa ajuda. Temos uma equipe profissional diversa, preparada para te atender e ajudar a alcançar os objetivos.

    Entre em contato e agende seu horário agora mesmo. 

  • O que faço com meus outros problemas de saúde durante a pandemia?

    O que faço com meus outros problemas de saúde durante a pandemia?

    Atualmente, e ainda bom um bom tempo, o foco está todo no coronavírus, mas há muitas outras doenças que seguem ocorrendo e precisam de atenção

    Incrível como nos últimos meses parece que só existe uma doença a ser cuidada e tratada. Todo o foco central está no coronavírus. E não é por menos, temos que tomar os cuidados para evitar esta doença tão séria!
    Mas não temos só este problema de saúde acontecendo, não é verdade?
    As pessoas continuam com suas necessidades de controle das doenças crônicas como diabetes, pressão alta, doenças imunológicas e câncer! Ainda temos pessoas com dores crônicas, lombalgia, doenças vasculares e até mesmo as doenças traumáticas não pararam de acontecer! Quedas em domicílio, fraturas e lesõesligamentares por entorses!
    Estas pessoas precisam manter seus tratamento e precisam de atendimento e acompanhamento imediato.
    Fraturas devem ser avaliadas e devidamente tratadas para não levar a sequelas e tratamentos insuficientes.
    Os receios relacionados aos hospitais tem sua importância, mas em nossa capital a maioria deles se preparou bem e segmentou as áreas de atendimento, permitindo que cirurgias e atendimentos pudessem continuar sendo realizados com todos os cuidados e recomendações.

    As clínicas e consultórios também se prepararam. Não devemos deixar de cuidar das outras doenças neste período. Procure seu médico em consultórios, escolha hospitais bem equipados e preparados e não deixe sua saúde descuidada, os descontroles podem cobrar um preço muito alto a se pagar em curto prazo!

    Devemos manter atenção aos grupos de risco e utilizar os atendimentos remotos quando possível! Se o caso for de necessidade imediata, não deixe de procurar atendimento, quanto antes melhor e mais efetivo a abordagem!
    Temos que nos manter otimistas! Sair de casa somente quando preciso, usar máscaras e cuidar sempre da saúde!
    Se você tem dúvidas sobre este tema ou quer mandar sugestão de assunto para a coluna, mande email para danielbaumfeld@gmail.com
    Abraço a todos (da minha casa)!
  • Coronavírus: Ficar em casa é sinônimo de sedentarismo?

    Coronavírus: Ficar em casa é sinônimo de sedentarismo?

    Recomendação de não praticar atividades físicas fora do domicílio foi feita pelas autoridades sanitárias. Mas há solução

    Vivemos tempos verdadeiramente difíceis. O isolamento social ao redor do mundo restringiu significativamente a possibilidade de prática de exercícios ao ar livre.

    A recomendação de não praticar atividades físicas fora do domicílio foi, inclusive, chancelada pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) no último dia 22 de março.

    Mas afinal, qual será a repercussão desse sedentarismo forçado?

    A prática de atividades físicas não está relacionada somente ao bem-estar, benefícios cardiovasculares e atividades de lazer. Praticar exercícios faz parte da saúde osteoarticular e muitas fezes é prescrita por nós, ortopedistas, como parte fundamental do tratamento de várias doenças ortopédicas.

    Muitas dessas pessoas já podem estar sentindo as repercussões da inatividade, como dores lombares, dores musculares, fraqueza no corpo e aumento das dores articulares.

    Apesar de não estarmos na linha de frente no combate ao COVID-19, nós, ortopedistas, estamos atentos às necessidades de saúde da população que podem se intensificar devido a mudança brusca de rotina.

    Mas, afinal, existe luz no fim do túnel?

    Tudo está muito incerto, novas recomendações e notícias são publicadas e atualizadas pelas autoridades sanitárias diariamente. Portanto, devemos nos planejar com o que temos e pensar na nossa programação dia após dia. Não é hora de “se entregar” e adiar todos os planejamentos para “quando isso tudo acabar”.

    Apesar de os jornais e as redes sociais terem sido tomados por um tema exclusivo, algumas iniciativas de fisioterapeutas, educadores físicos e treinadores devem ser aplaudidas de pé. A solução direcionada por eles é bem clara: podemos e devemos sim treinar/se exercitar em casa.

    Uma pesquisa rápida no Google transmite ao leitor várias possibilidades de se exercitar em espaços restritos e sem qualquer tipo de aparelho ou instrumento específico.

    Além disso, alguns aplicativos para smartphones já consolidados têm liberado dicas de treinos funcionais para serem feitos em casa sem custos, e isso pode ser uma alternativa interessante.

    E se eu precisar de atendimento ortopédico devido a inatividade?

    A recomendação mais aceita nesse momento é que consultas eletivas, ou seja, não urgentes, sejam adiadas. Entretanto, caso a consulta se faça necessária devido a dor intensa ou incapacidade significativa é melhor procurar ambientes nos quais exista menor aglomeração de pessoas. Evitar consultas em Pronto Socorro sem a devida necessidade é fundamental para que possamos sair mais rápido dessa situação.

    Se você está curioso sobre a reposta da pergunta que intitula essa coluna ela é bastante clara — não, ficar em casa não é sinônimo de sedentarismo. Não devemos subestimar nesse momento a importância de nos mantermos ativos para a saúde mental em tempos de isolamento. Sejamos otimistas, vamos nos cuidar, proteger os outros e torcer pelo melhor.

    Um abraço a todos (da minha casa).

    E se você tem dúvidas ou sugestão de temas, envie para tiago.baumfeld@gmail.com