Categoria: Pé e Tornozelo

  • Fratura de calcâneo: pé quebrado quanto tempo de repouso

    Fratura de calcâneo: pé quebrado quanto tempo de repouso

    Fraturas de calcâneo são comuns entre os atletas, mas elas podem acontecer a qualquer pessoa. Elas são um dos tipos mais dolorosos de lesões que podem levar à necessidade de cirurgia e a um longo período de recuperação. Neste artigo, vamos falar sobre as causas, sintomas, tratamento, o que é necessário para se ter uma recuperação bem-sucedida e prevenção de fraturas de calcâneo. Ficou interessado? Então vamos lá!

    Causas de fratura do calcâneo

    As fraturas de calcâneo geralmente ocorrem devido a uma queda de altura, como de uma escada, de uma superfície elevada ou de um acidente de carro. Essas fraturas também podem ocorrer durante atividades esportivas de alto impacto, como salto em altura ou esqui. Outras possíveis causas incluem:

    •  Compressão constante e repetitiva, como correr ou caminhar por longas distâncias.
    •  Trauma direto, como uma pancada forte no calcanhar.
    •  Osteoporose ou outras condições que enfraquecem os ossos.

    Fatores de risco para fratura do calcâneo incluem idade avançada acima dos 65 anos, devido à perda progressiva de tecido ósseo com a idade, tabagismo, dieta pobre em nutrientes essenciais para os ossos e excesso de álcool. Pessoas que têm problemas nos pés, como artrite ou pé plano, também podem ter maior risco de fratura do calcâneo.

    Fratura no calcanhar sintomas

    Identificar precocemente os sintomas dessa lesão é essencial para proporcionar o tratamento adequado e evitar possíveis complicações futuras. Os principais sintomas de fraturas de calcâneo incluem:

    • Dor intensa no calcanhar, podendo se espalhar para o tornozelo e a perna;
    • Inchaço na região do calcanhar;
    • Hematomas ao redor do calcanhar e tornozelo;
    • Inabilidade de andar ou apoiar o pé no chão;
    • Dificuldade para movimentar o pé ou os dedos;
    • Sensação de formigamento ou dormência no pé;
    • Deformidade do calcanhar ou do pé.

    É importante ressaltar que em alguns casos a fratura no calcâneo pode ser assintomática, especialmente em idosos ou pessoas com osteoporose, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Por isso, recomenda-se a realização de exames de imagem, como radiografias e tomografias, para investigar a presença de fraturas na região do calcanhar em caso de traumas ou quedas.

    Tratamento: Como tratar fratura no osso do calcâneo?

    Existem diferentes opções de tratamento para fraturas de calcâneo, que vão depender da gravidade da lesão e das necessidades individuais de cada paciente. Alguns dos tratamentos mais comuns incluem:

    • Imobilização: o uso de gesso, bota ou outra proteção que mantenha o pé imóvel para que o osso possa cicatrizar.
    • Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia de fratura de calcaneo pode ser necessária para realinhar e fixar a fratura. Dependendo da gravidade da fratura, pode ser utilizada uma técnica minimamente invasiva ou uma cirurgia aberta.
    • Fisioterapia: uma vez que o osso tenha cicatrizado, é importante realizar exercícios de fisioterapia para fortalecer a musculatura ao redor do pé e melhorar a mobilidade.
    • Medicamentos: o médico pode prescrever medicamentos para aliviar a dor e a inflamação.

    Em alguns casos, pode ser necessário combinar diferentes métodos de tratamento. O tempo de recuperação varia de acordo com o tipo de lesão e o tratamento escolhido, mas costuma levar de três a seis meses. É importante seguir as orientações médicas e realizar as consultas de acompanhamento para garantir uma recuperação completa e evitar possíveis complicações.

    Fratura no calcanhar tempo de recuperação

    Para uma recuperação bem-sucedida de fraturas de calcâneo, é necessário seguir as orientações médicas e fisioterapêuticas de forma rigorosa, o que geralmente inclui:

    • Repouso e imobilização adequado do pé afetado, com o uso de gesso, tala ou bota ortopédica, pelo tempo determinado pelo médico;
    • Seguir corretamente com medicamentos prescritos pelo médico;
    • Fazer fisioterapia para ajudar na recuperação da força e da mobilidade do pé, incluindo exercícios de alongamento e fortalecimento muscular;
    • Uso correto de dispositivos de apoio, como muletas ou andadores, para reduzir o peso e a pressão sobre o pé afetado;
    • Adoção de uma dieta equilibrada e rica em nutrientes para ajudar na recuperação óssea;
    • Evitar atividades que possam colocar pressão excessiva no pé afetado até que a recuperação esteja completa;
    • Seguir o acompanhamento médico regular para monitorar o progresso da recuperação e fazer os ajustes necessários no tratamento.

    Quando ao tempo de recuperação de uma fratura no calcanhar pode variar significativamente dependendo da gravidade da fratura, do tratamento recebido e das características individuais do paciente. Aqui estão algumas estimativas gerais, mas lembre-se de que cada caso é único, e o acompanhamento médico é essencial para determinar o tempo de recuperação específico:

    Fratura por estresse ou fissura: Fraturas pequenas ou fissuras no calcanhar, que não envolvem deslocamento significativo dos ossos, podem levar de algumas semanas a alguns meses para cicatrizar. O repouso e a imobilização costumam ser suficientes para essas fraturas.

    Fraturas por compressão ou impacto: Fraturas que resultam de impacto direto, como uma queda de altura, podem levar de 6 a 12 semanas para cicatrizar adequadamente. O tratamento pode envolver imobilização com gesso, bota ortopédica ou até mesmo cirurgia em casos graves.

    Fraturas deslocadas: Fraturas em que os fragmentos ósseos estão desalinhados exigem um tempo de recuperação mais longo, que pode variar de 3 a 6 meses ou mais. O tratamento geralmente inclui cirurgia para realinhar e fixar os ossos.

    Cirurgia: O tempo de recuperação após a cirurgia de fratura no calcanhar pode ser prolongado. Embora muitos pacientes possam começar a colocar peso sobre o pé após algumas semanas, a recuperação completa pode levar vários meses.

    É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas durante o período de recuperação. Isso pode incluir fisioterapia para ajudar na reabilitação e recuperação da força e da mobilidade do pé.

    Fratura de calcâneo fisioterapia na reabilitação e recuperação

    A fisioterapia desempenha um papel fundamental na recuperação e reabilitação de uma fratura de calcâneo (osso do calcanhar). A fratura de calcâneo pode ser bastante desafiadora devido à sua localização e à complexidade da articulação do pé.

    O objetivo da fisioterapia nesses casos é ajudar o paciente a recuperar a função normal do pé, a mobilidade, a força muscular e a capacidade de realizar suas atividades diárias. Separamos alguns dos principais benefícios da fisioterapia na recuperação de uma fratura de calcâneo:

    1. Restauração da mobilidade: Após uma fratura de calcâneo, o pé pode ficar rígido e perder a mobilidade. O fisioterapeuta utiliza exercícios de mobilização, alongamentos e técnicas manuais para ajudar a restaurar a amplitude de movimento normal da articulação do tornozelo e do pé.
    2. Fortalecimento muscular: A fraqueza muscular é comum após uma fratura. A fisioterapia inclui exercícios específicos para fortalecer os músculos do pé, tornozelo e perna, auxiliando na recuperação da estabilidade e no suporte de peso adequado.
    3. Melhoria da marcha e equilíbrio: A fisioterapia ajuda a melhorar a marcha (caminhada) e o equilíbrio, o que é especialmente importante após uma lesão no pé. O fisioterapeuta pode utilizar exercícios funcionais e técnicas de reeducação da marcha para promover uma locomoção segura.
    4. Controle da dor e inchaço: A terapia física pode incluir modalidades terapêuticas, como terapia com gelo ou calor, para ajudar a controlar a dor e o inchaço na área afetada.
    5. Treinamento funcional: À medida que o paciente progride em sua recuperação, a fisioterapia pode envolver treinamento funcional, que inclui atividades específicas relacionadas às atividades diárias e aos objetivos do paciente, como voltar a praticar esportes.
    6. Acompanhamento da Recuperação: O fisioterapeuta acompanha o progresso do paciente ao longo do tempo e faz ajustes no programa de reabilitação conforme necessário. Isso garante uma abordagem personalizada de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.
    7. Educação e Prevenção: O fisioterapeuta educa o paciente sobre como prevenir lesões futuras, destacando medidas de precaução e exercícios de fortalecimento contínuos para manter a saúde do pé.

    É importante ressaltar que a fisioterapia é um componente essencial da recuperação da fratura de calcâneo e deve ser realizada sob a orientação de um fisioterapeuta licenciado. O programa de reabilitação é adaptado às necessidades específicas do paciente e ao tipo de fratura. Portanto, o acompanhamento médico e a colaboração com profissionais de saúde são cruciais para uma recuperação bem-sucedida.

    Pé quebrado quanto tempo de repouso?

    O tempo de repouso necessário para um pé quebrado varia de acordo com diversos fatores, como:

    • Tipo de fratura: Fraturas simples geralmente levam de 6 a 8 semanas para cicatrizar, enquanto fraturas complexas podem levar até 12 semanas ou mais.
    • Localização da fratura: Fraturas nos dedos do pé geralmente levam menos tempo para cicatrizar do que fraturas no tornozelo ou no pé.
    • Idade do paciente: Crianças geralmente se recuperam de fraturas mais rapidamente do que adultos.
    • Saúde geral do paciente: Pacientes com boa saúde geral geralmente se recuperam de fraturas mais rapidamente do que pacientes com problemas de saúde pré-existentes.
    • Tratamento: O tempo de repouso pode ser menor se o tratamento for realizado com cirurgia.

    Em geral, o tempo de repouso para um pé quebrado pode ser de:

    • 20 dias a 6 meses: Esse é o tempo que a maioria das pessoas precisa para se recuperar de uma fratura no pé.
    • 6 semanas a 12 meses: Esse é o tempo que as pessoas com fraturas complexas ou graves podem precisar para se recuperar.

    Durante o período de repouso, é importante:

    • Evitar colocar peso no pé: Use muletas ou andador para se locomover.
    • Elevar o pé: Mantenha o pé elevado acima do nível do coração para reduzir o inchaço.
    • Gelo: Aplique gelo no pé por 20 minutos a cada 2 horas para reduzir a dor e o inchaço.
    • Compressão: Use uma bandagem elástica para comprimir o pé e reduzir o inchaço.
    • Elevação: Mantenha o pé elevado o máximo possível para reduzir o inchaço.
    • Medicamentos: Tome medicamentos para dor e inchaço conforme prescrito pelo médico.
    • Fisioterapia: Faça fisioterapia para recuperar a força, flexibilidade e amplitude de movimento do pé.

    É importante consultar um médico para obter um diagnóstico preciso e determinar o tempo de repouso necessário para o seu caso específico.

    Fratura calcâneo sequelas

    A fratura de calcâneo, também conhecida como fratura do calcanhar, é uma lesão grave que pode ter diversas sequelas, impactando a qualidade de vida do indivíduo. As sequelas mais comuns incluem:

    1. Dor: A dor crônica no calcanhar é a sequela mais frequente, podendo ser persistente e limitar as atividades diárias.
    2. Artrose: O desenvolvimento de artrose na articulação subtalar é comum, principalmente em casos de fraturas complexas ou mal tratadas.
    3. Deformidade: A deformidade do calcâneo pode ocorrer, alterando o formato do pé e dificultando o uso de calçados.
    4. Rigidez: A rigidez articular, especialmente na articulação subtalar, pode limitar a mobilidade do tornozelo e do pé.
    5. Perda de função: A perda de função do pé pode afetar a marcha, a corrida e a prática de atividades físicas.
    6. Neuropatia: A compressão ou lesão de nervos pode causar dormência, formigamento e fraqueza muscular no pé.
    7. Síndrome compartimental: O aumento da pressão dentro de um compartimento muscular pode levar à compressão de nervos e vasos sanguíneos, necessitando de tratamento urgente.
    8. Infecção: A infecção óssea (osteomielite) é uma complicação grave que pode necessitar de tratamento prolongado com antibióticos ou cirurgia.
    9. Trombose venosa profunda: A formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas pode ser um risco em pacientes com fratura de calcâneo, especialmente aqueles que ficam imobilizados por longos períodos.

    Fatores de risco para sequelas:

    • Fraturas complexas ou com deslocamento
    • Atraso no diagnóstico ou tratamento
    • Idade avançada
    • Doenças preexistentes, como diabetes ou tabagismo
    • Falta de fisioterapia adequada

    Prevenção de sequelas:

    • Diagnóstico e tratamento precoces
    • Redução adequada da fratura
    • Imobilização adequada
    • Fisioterapia rigorosa
    • Controle de doenças preexistentes

    Prevenção de fraturas no pé

    Para prevenir fraturas no calcâneo, é importante manter a mobilidade do tornozelo, fazer alongamentos antes de praticar exercícios físicos, usar calçados adequados e evitar quedas e lesões no pé. Se você tiver outras lesões nos pés, é essencial que você consulte um ortopedista para obter um tratamento adequado. 

    Conclusão

    As fraturas de calcâneo podem ser dolorosas e causar sérios problemas de movimento, portanto, é importante saber o que causa esse tipo de lesão, os sintomas, o tratamento e as formas de preveni-las. Se você suspeitar que sofreu uma fratura do calcâneo, não perca tempo e procure um ortopedista para iniciar o tratamento. 

    Na Clínica Vicci em BH você encontra especialistas em ortopedia e fisioterapia focados em levar qualidade de vida e saúde para nossos pacientes da melhor forma possível. Entre em contato conosco e agende uma consulta.

     

  • Coalizão tarsal: como identificar e tratar esse problema ortopédico

    Coalizão tarsal: como identificar e tratar esse problema ortopédico

    A coalizão tarsal é um distúrbio ortopédico relativamente comum em crianças e adolescentes, especialmente aqueles com apinhamento dos dedos dos pés. Esse problema acaba limitando a mobilidade e dificultando a execução das atividades diárias, esportivas e recreativas. Neste post, vamos explorar os diferentes tipos de coalizão tarsal, os sintomas que ela causa e quais são as melhores maneiras de identificá-la e tratá-la. Vamos lá

    O que é Coalizão Tarsal?

    A coalisão tarsal é uma condição em que dois ou mais ossos do tarso (a parte do pé que contém sete ossos) se fundem ou unem anormalmente, em vez de permanecerem separados. Isso pode ocorrer em diferentes combinações de ossos do tarso e pode afetar um ou ambos os pés. Essa falha de separação desses ossos pode ocorrer no período embrionário, ou seja, na formação do indivíduo ainda no útero

    Os diferentes tipos de Coalizão Tarsal

    Em suma, as coalizões tarsais são anomalias que ocorrem na região do pé e do tornozelo, onde ocorre a fusão ou união anormal de dois ou mais ossos do tarso. 

    Existem vários tipos de coalizão tarsal, mas os mais comuns são:

    1.  Talocalcaneana: união anormal do osso do tornozelo (tálus) com o osso do calcanhar (calcâneo).
    2. Calcaneonavicular: união anormal do osso do calcanhar (calcâneo) com o osso do navicular.
    3. Talonavicular: ocorre a fusão anormal do osso do tornozelo (tálus) com o osso do navicular.
    4. Cuneonavicular: união anormal do osso do cuneiforme com o osso navicular.
    5. Cubo navicular: ocorre a união anormal do osso do cuboide com o osso do navicular.

    Essas anomalias podem levar a uma variedade de sintomas.

    Sintomas da coalizão tarsal 

    Conhecer os sintomas desse problema é fundamental para tratá-la adequadamente e evitar complicações mais graves.

    A coalizão tarsal é uma condição rara, os sintomas dessa anomalia podem incluir:

    • Dor no pé ou no tornozelo, que pode ser aguda, latejante ou crônica
    • Inchaço do tornozelo ou do pé
    • Rigidez no pé, tornozelo ou articulação subtalar (articulação entre o calcanhar e o tornozelo)
    • Problemas para caminhar ou correr, especialmente em superfícies irregulares, como grama ou cascalho
    • Sensação de fraqueza ou instabilidade no tornozelo ou no pé.

    A coalizão tarsal pode se desenvolver em ambos os pés ou apenas em um. Alguns casos podem ser assintomáticos, por isso é importante procurar um médico ortopedista se sentir dor ou desconforto persistente no pé, ou no tornozelo para poder saber a causa do seu problema.

    Qual melhor maneira de identificar?

    A coalizão tarsal pode ser identificada de várias maneiras, a presença dos sintomas citados acima é a primeira delas, outras formas de identificá-la incluem:

    • Histórico médico: pacientes que já foram diagnosticados com outras condições do pé, como fraturas ou luxações, podem estar mais propensos a desenvolver uma coalizão tarsal.
    • Exame físico: um especialista em pé e tornozelo pode aplicar algumas manobras para identificar a existência de uma coalizão tarsal. Uma dessas manobras consiste em colocar o pé do paciente em varo (posição em que a parte de trás do pé está mais próxima a perna). Essa manobra pode aumentar a rigidez do pé e indicar a presença do problema.
    • Radiografia: é possível diagnosticar essa condição por meio de radiografias do pé. As imagens mostram a área afetada e o grau de fusão óssea.
    • Ressonância magnética: em alguns casos, uma ressonância magnética pode ser necessária para avaliar a extensão da coalizão e a presença de danos nos tecidos moles.

    É importante buscar ajuda médica assim que os sintomas aparecerem para evitar complicações a longo prazo e dar início ao tratamento adequado o quanto antes.

    Tratamentos de coalizão tarsal

    A Fisioterapia e a Ortopedia desempenham um papel importante no diagnóstico e tratamento dessa condição.

    A ortopedia é responsável pelo diagnóstico preciso da coalizão tarsal, um médico especialista em pé pode realizar uma variedade de procedimentos cirúrgicos, desde a remoção da coalizão até a fusão parcial ou total dos ossos afetados. O médico ortopedista também pode prescrever imobilização temporária do pé com gesso ou outras medidas para garantir que a área afetada se cure corretamente.

    A fisioterapia pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a mobilidade através de exercícios específicos, fisioterapia manual e outras técnicas terapêuticas. O fisioterapeuta também pode recomendar dispositivos ortopédicos, como palmilhas, para fornecer suporte adicional para o pé.

    Em resumo, tanto a fisioterapia quanto a ortopedia são essenciais no tratamento do problema tarsal, trabalhando em conjunto para aliviar a dor e melhorar a mobilidade do paciente. 

    Conclusão

    A coalizão tarsal é uma doença ortopédica que pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum em adultos jovens. Os principais sintomas incluem dor, inchaço e rigidez na região dos dedos do pé. A melhor maneira de identificar o problema tarsal é observar se os sintomas apresentados estão associados ao histórico familiar da doença. O tratamento pode variar de acordo com cada caso, mas geralmente inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, alongamentos e fisioterapia. 

    Se estiver sofrendo com dores e desconforto nos pés, saiba que aqui na Clínica Vicci em BH, você encontra ajuda tanto para o diagnóstico, quanto para o tratamento e acompanhamento da coalizão tarsal. Temos uma equipe completa e preparada para te atender com eficiência, possibilitando que você tenha acesso ao melhor atendimento exclusivo e humanizado, além de conforto e o melhor tratamento possível para lidar com a coalizão tarsal sem abrir mão da qualidade de vida. Agende sua avaliação e mantenha-se em movimento!

    Entre em contato.

  • Dor nas articulações dos pés: sintomas, causas e como tratar

    Dor nas articulações dos pés: sintomas, causas e como tratar

    A dor nas articulações dos pés, está entre os problemas mais comuns que acometem milhões de pessoas em todo o mundo. Embora sejam mais frequentes em adultos e idosos, pode afetar pessoas de qualquer idade. Neste artigo você vai encontrar tudo o que precisa saber sobre dor nos pés, vamos explicar o que são as articulação dos pés para que você tenha um conhecimento mais detalhado sobre o assunto, assim como quais são os principais sintomas deste problema, possíveis causas que podem desencadear a dor na articulação do pé, quais são as melhores opções de tratamento disponíveis, e por fim orientamos sobre como prevenir a dor no futuro. Vamos nessa!

    dor na junta do pé
    Especialista examinando a dor na junta do pé

    Afinal, o que são as articulações dos pés?

    As articulações dos pés são estruturas extremamente importantes para a nossa locomoção e bem-estar geral. Elas são responsáveis por conectar os ossos dos pés, permitindo que os movimentos sejam realizados com fluidez e facilidade. Por isso, é fundamental entender mais sobre essas estruturas e investir em hábitos saudáveis para mantê-las sempre em bom estado.


    Neste primeiro ponto do nosso artigo vamos explicar para você sobre as articulação dos pés, que é a combinação de várias juntas e ossos que trabalham juntos para permitir movimentos precisos e eficientes. 

    Existem muitas articulações nos pés e cada uma tem a sua funcionalidade, como:

    • A articulação do Tornozelo é responsável pela flexão e extensão do pé;
    • A articulação Subtalar permite que o pé gire para dentro e para fora;
    • A articulação de Lisfranc, localizada no meio do pé, permite movimentos de deslizamento e rotação; 
    • As articulações dos dedos dos pés permitem que eles se dobrem e se estendam.

    Principais sintomas de dores nas articulações dos pés

    As dores nas articulações dos pés são um problema bastante comum, especialmente entre idosos, pessoas que praticam atividades físicas intensas ou que passam muito tempo em pé. Estes sintomas são geralmente percebidos na região dos tornozelos, calcanhares e pode até se sentir dor nos dedos do pé, podendo se estender para os joelhos e esse incômodo pode ser causado por uma série de fatores, desde lesões até doenças crônicas, e pode afetar a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas.

    Por isso, é fundamental conhecer os principais sintomas da dor nas articulações dos pés para identificar o problema precocemente e buscar o tratamento adequado. Conheça agora os sintomas mais comuns.

    Alguns dos sintomas, incluem:

    • Dor intensa: geralmente é sentida como uma dor aguda ou uma dor de chicoteada que piora ao caminhar, ficar de pé ou quando o pé é movimentado.
    • Inchaço: o inchaço é uma resposta natural do corpo para a inflamação e pode ser sentido em torno da articulação afetada.
    • Rigidez: a rigidez pode ocorrer em todo o pé ou apenas na área da articulação afetada. Isso pode dificultar a movimentação do pé e atrapalhar as atividades diárias.
    • Calor: a área ao redor da articulação dolorida pode parecer quente ao toque, indicando inflamação.
    • Vermelhidão no local: a área ao redor da articulação pode parecer avermelhada ou inflamada.
    • Fraqueza: a dor na articulação do pé pode enfraquecer os músculos e tornar difícil caminhar ou suportar o peso corporal.

    Caso sinta uma combinação desses sintomas, é muito importante que se procure um médico especialista em pé o mais rápido possível para que ele avalie os sinais, forneça um diagnóstico correto da causa da dor e determine o tratamento adequado o quanto antes para que o real problema não se agrave podendo gerar sequelas irreversíveis. 

    Conheça este outro artigo que pode te ajudar a entender ainda mais sobre o tema Dores no Tornozelo: o que eu tenho, Doutor?

    Dor nos pés o que pode ser? Possíveis causas de dor na junta do pé

    A dor nas articulações dos pés pode ser uma condição debilitante e frustrante. Muitas pessoas sofrem com essa dor e, muitas vezes, não sabem o que pode estar causando o problema. É importante entender as causas para encontrar o tratamento adequado e aliviar a dor. Vamos conferir agora as possíveis causas de dor na junta do pé.

    Há diversas razões para a dor nas articulações dos pés, porém, as principais delas são:

    • Artrite: A artrite é uma condição inflamatória que afeta as articulações. Pode causar dor, rigidez e inchaço nas articulações, incluindo as dos pés.
    • Tendinite: Tendinite é a inflamação dos tendões, que é o tecido fibroso que conecta os músculos aos ossos. Isso pode causar dor, inchaço e sensibilidade nas articulações dos pés.
    • Fascite plantar: A fascite plantar é uma inflamação do tecido fibroso na sola do pé. Pode causar dor no calcanhar e alongamento da sola do pé.
    • Bursite: A bursite é a inflamação da bolsa cheia de fluido que ajuda a amortecer e reduzir o atrito entre os tendões e os ossos. Isso pode causar dor, vermelhidão e inchaço nas articulações dos pés.
    • Lesões: Lesões que causem ferimentos nos pés, tais como entorses, fraturas ou contusões, podem causar dor nas articulações.
    • Neuropatia: Neuropatia diabética pode causar dor na articulação do pé. Essa condição pode afetar os nervos que transportam informações sensoriais, causando danos ou perda de sensação.
    • Uso excessivo: O uso excessivo e repetitivo dos pés como caminhar ou dirigir, por muitas horas seguidas  pode levar ao desgaste excessivo nas articulações e causar dor.
    • Obesidade: O excesso de peso pode colocar pressão adicional nas articulações dos pés, o que pode levar à dor e inflamação.
    • Pé chato: O pé chato é uma condição em que a curva do arco do pé é menor que o normal. Isso pode causar dor nas articulações dos pés, especialmente ao caminhar e ficar em pé por longos períodos.

    Para um diagnóstico correto da real causa do problema, primeiramente o médico especialista irá realizar um exame físico para detectar qualquer sinal de dor, inchaço ou demais sintomas. Podem ser indicadas outras avaliações, como radiografia e ressonância magnética, para obter imagens da região afetada.

    Este exame auxilia na identificação da doença ou lesão. Se você sofre com esse problema  de dores nas articulações dos pés continue lendo até o final deste conteúdo para descobrir mais informações úteis como formas de tratamento e algumas dicas para ajudar a aliviar a dor e o desconforto.

    Tratamento da dor nas articulações dos pés

    Se você já sofreu com dores nas articulações dos pés, ou conhece alguém que sofre sabe que essas dores podem ser extremamente limitantes, afetando a rotina diária de qualquer um. Mas não se preocupe, existem tratamentos eficazes que podem ajudar a aliviar essas dores e melhorar sua qualidade de vida. Aliviar a dor nas articulações dos pés é possível e vamos te mostrar como.

    O tratamento indicado depende da causa, podendo incluir:

    • Repouso: Durante a fase aguda da dor, é importante repousar a região dolorida, usando compressas no pé afetado ajuda a diminuir a dor e reduzir o inchaço e a inflamação nas articulações.
    • Medicamentos: É indicado usar medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares prescritos por um médico para reduzir os sintomas.
    •  Fisioterapia: Os exercícios de fisioterapia são fundamentais para aliviar a dor e a rigidez nas articulações e melhorar a função das articulações dos pés.
    • Cirurgia: Em casos mais graves, a cirurgia pode ser indicada por um ortopedista especialista para tratar a lesão ou artrite.

    O diagnóstico da causa de dor nas articulações dos pés é realizado geralmente por um ortopedista especialista ou fisioterapeuta, esses especialistas possuem o conhecimento necessário para te orientar qual o melhor tratamento adequado para sua situação. Manter a saúde e a mobilidade das articulações dos pés é importante para prevenir dores e lesões.

    Como prevenir dores nas articulações dos pés 

    Embora as nossas mãos e os nossos olhos sejam partes importantes do nosso corpo, eles não são tão essenciais quanto aquilo que mais usamos: os nossos pés. Desde criança, eles nos ajudam a nos equilibrar, se locomover e desenvolver a coordenação motora. Quando adulto, os pés são essenciais para manter a saúde física e mental, pois influenciam os nossos hábitos de exercícios, postura e deslocamento. Neste tópico vamos descobrir quais são os cuidados que devemos ter para mantê-los saudáveis .

    Algumas maneiras de prevenir a dor nas articulações dos pés no futuro incluem:

    1. Escolher o calçado certo: usar sapatos confortáveis e adequados que proporcionam suporte e amortecimento aos seus pés pode ajudar a prevenir lesões nas articulações.
    2. Fazer exercícios: fortalecer os músculos dos pés e tornozelos através de exercícios específicos pode ajudar a prevenir dores nas articulações no futuro.
    3. Alongar: fazer alongamentos regulares pode ajudar a manter a flexibilidade das articulações do pé e diminuir o risco de lesões.
    4. Evitar exercícios de impacto: exercícios que colocam grande pressão sobre as articulações dos pés, como corrida em superfícies duras, podem contribuir para dores nas articulações.
    5. Evitar sobrepeso: o excesso de peso coloca uma carga adicional sobre as articulações, o que pode levar a danos e dor.
    6. Consultar um médico: se você tiver dor nas articulações dos pés, é importante consultar um médico para determinar a causa da dor, tratamento adequado e o melhor remédio para dor nas juntas dos pés para o seu caso. 

    Segundo Portal Globo Saúde “pegar objetos, como toalhas, tapetes, bolinhas e canetas, com os pés é uma boa forma de exercício”  e pode a fortalecer as articulações dos pés.

    Atletas e esportistas precisam de um atendimento personalizado para lidar com dores nas articulações dos pés. Para isso, é importante procurar um médico ortopedista do esporte especializado no assunto.

    Como aliviar dor nos pés depois do trabalho?

    Para aliviar a dor nos pés após o trabalho, é importante adotar uma abordagem multifacetada. Estratégias incluem mergulho alternado em água quente e fria, massagem, alongamentos, elevação dos pés e uso de compressas de gelo ou calor. O calçado adequado, palmilhas ortopédicas e descanso são essenciais.
    Além disso, medidas da empresa, como ergonomia, treinamento em postura, pausas regulares e programas de bem-estar, podem contribuir significativamente. Ao promover um ambiente de trabalho saudável, a gestão empresarial pode impactar positivamente na saúde e no bem-estar dos funcionários, reduzindo a incidência de desconfortos musculares e articulares.

    Conclusão: dor na articulação do pé

    As dores nas articulações dos pés podem ser extremamente desconfortáveis, limitando ainda mais as atividades do dia a dia. Por isso, é essencial entender os sintomas que contribuem para identificar a causa e tratamentos que possam ser eficazes para que você possa voltar a realizar todas as atividades. 

    Embora todas as pessoas estejam suscetíveis a dores nas articulações, atletas e esportistas possuem necessidades especiais. Por isso, é importante procurar um atendimento personalizado com fisioterapeuta e ortopedista que conhecem o esporte e são aptos a analisar os mecanismos de cada esporte para oferecer o tratamento ideal. 

    Aqui na Clínica Vicci em BH, você encontra ajuda tanto para obter um diagnóstico preciso, quanto para o melhor tratamento possível para seu caso, além do acompanhamento deste processo para lidar com a dor nas articulações dos pés sem abrir mão do conforto e qualidade de vida.

    Está com dores? Agenda uma consulta e volte a se sentir melhor! 

    Entre em contato.

  • Fascite Plantar: tudo que você precisa saber

    Fascite Plantar: tudo que você precisa saber

    Entre as lesões e condições que normalmente afetam atletas e praticantes de esportes, a fascite plantar é uma das mais comuns. No entanto, além desse público, essa inflamação da fáscia plantar também pode acometer pessoas que utilizam calçados pouco confortáveis, como chinelos e sandálias, ou mesmo quem passa muito tempo em pé. 

    A questão que vale destacar é que a fascite plantar não é algo incomum, da mesma forma como não é uma lesão que normalmente causa complicações. Porém, deve ser tratada e acompanhada de perto, visto que pode evoluir para outros quadros.

    Ao longo deste conteúdo vamos apresentar todas as informações e explicar todos os detalhes que você precisa saber sobre a fascite plantar. Dessa forma, vai entender que aquela dor que sente na sola do pé pode ser essa lesão. Leia esse artigo até o final e entenda sobre o assunto. 


    o que é fascite plantar no pé: dor na sola do pé
    o que é fascite plantar no pé: dor na sola do pé

    O que é fascite plantar no pé?

    Fascite plantar é o nome dado ao processo inflamatório ou degenerativo que impacta a região conhecida como fáscia plantar. Estamos falando de um tecido fibroso e conjuntivo, pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé em toda sua extensão, começando no osso calcâneo (próximo ao calcanhar) e chegando até os dedos do pé. 

    Para compreender a natureza dessa inflamação, é importante que você saiba que esse tecido serve, entre outras coisas, para amortecer e proporcionar toda a sustentação do arco plantar. Esse arco é tradicionalmente conhecido como a curva da sola do pé, aquela região que você não toca o chão ao pisar. 

    Para ter sucesso nesse processo de sustentação e amortecimento, esse tecido é recoberto de gordura, responsável por absorver os impactos e evita que lesões aconteçam durante a realização de movimentos, mesmo aqueles mais simples como uma caminhada cotidiana. 

    Como falamos, quando ocorre um processo inflamatório nesse tecido, normalmente, o diagnóstico mais comum é de fascite plantar. A seguir, vamos apresentar alguns outros detalhes sobre essa lesão, começando com os sintomas associados. 

    Sintomas de fascite plantar/ fáscia plantar

    Como é de se imaginar, o sintoma mais evidente da fascite plantar é a dor nessa região do pé. Muitos pacientes descrevem as dores como pontadas que surgem em momentos específicos.

    Em grande parte dos casos, a dor começa de forma branda e vai evoluindo devido à falta de tratamento correto e, principalmente, mediante a permanência de alguns fatores causadores dessa inflamação.

    Sobre essas causas, vamos abordar no próximo capítulo, no entanto, voltando aos sintomas e as dores de uma lesão na fáscia plantar, outro detalhe recorrente é o fato de ser mais evidente no período da manhã, sobretudo ao sair da cama.

    Manter-se de pé por um longo período de tempo, realizar atividades que demandam esforço contínuo do pé e, principalmente, praticar algumas atividade física de alta intensidade são fatores que contribuem para a ocorrência de dores. 

    Além das dores, outros sintomas comuns apresentados por pacientes que possuem essa inflamação na região do pé são: 

    Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar, um tecido fibroso, pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé em toda sua extensão, desde o osso calcâneo até os dedos dos pés.

    • inchaço nos pés, sobretudo próximo ao calcanhar. 
    • vermelhidão nos pés, principalmente na sola. 
    • rigidez nos pés. 
    • sensação de queimação na sola dos pés.

    O que causa fascite plantar?

    Assim como outras lesões e inflamações ortopédicas, as causas da fascite plantar são várias. No entanto, existem algumas situações bem específicas que contribuem definitivamente para o desenvolvimento dessa condição. Veja quais são: 

    Uso de sapatos pouco confortáveis e inadequados

    Por mais que tenhamos falado que essa inflamação acontece com maior frequência em atletas e praticantes de atividades físicas, é preciso reforçar que, de acordo com médicos e fisioterapeutas, a principal razão causadora é a utilização de sapatos inadequados. 

    Em mulheres, o uso contínuo de sapatos com salto alto pode gerar redução da mobilidade do tendão de Aquiles. Ao encurtar esse músculo, que liga a panturrilha à região do tornozelo, podemos diagnosticar um quadro de fascite plantar.

    Além disso, pessoas que usam, de forma demasiada, calçados planos, como sandálias, chinelos e rasteirinhas também podem desenvolver essa inflamação. 

    Atividades físicas

    Agora sim, a prática de exercícios físicos, principalmente treinos de corrida realizados em superfícies duras, podem causar uma pressão excessiva nos pés e desenvolver esse processo inflamatório.  

    Por conta disso, corredores são atentos quando a vida útil do calçado, pois o desgaste pode fazer com que as condições de amortecimento sejam prejudicadas. Além disso, jogadores de futebol também costumam desenvolver essa lesão, muitas vezes por causa da proximidade entre o chão e os pés, mesmo calçados com chuteiras. 

    Alterações genéticas

    É preciso destacar que a fascite plantar também pode ser causada por uma condição natural do corpo. Nesses casos, o encurtamento da musculatura posterior da perna ou tensões em outras partes do corpo, como um desnivelamento de quadril podem gerar esse processo inflamatório.

    Nesses casos, pessoas que possuem pé cavo ou plano possuem maior tendência para esse processo inflamatório. 

    Fascite plantar causas: Outras causas comuns também podem incluir:

    • Realização de treinos sem acompanhamento e orientação de profissionais. Vale destacar os casos em que atletas utilizam demasiada carga.  
    • Obesidade e peso excessivo nos pés durante a realização de movimentos. 
    • Envelhecimento natural do indivíduo
    • Diminuição da dorsiflexão do tornozelo (menor que 0º);
    • Retração dos músculos gastrocnémio-solear e isquiotibiais;
    • Secundária a doenças inflamatórias sistémicas.

    Quais os tratamentos para fascite plantar?

    Antes de qualquer informação sobre o tratamento para essa inflamação na fáscia plantar, é preciso lembrar que qualquer diagnóstico ou ainda recomendação de tratamento só deve ser feito por um médico com toda capacidade para esse processo. 

    Dito isso, podemos dizer que o tratamento para casos mais simples começa com o repouso e a adoção de alguns cuidados diários, como a utilização de sapatos específicos ou mesmo palmilhas ortopédicas. 

    Para ajudar nesse primeiro momento, a limitação da atividade física, principalmente os exercícios que envolvem o contato dos pés com o chão, é fundamental.

    Além disso, alguns medicamentos para combater processos inflamatórios também podem ser recomendados, além de compressas para amenizar as dores.  

    É preciso fazer fisioterapia para fascite plantar?

    A fisioterapia é sim uma importante aliada para o tratamento de fascite plantar. Exercícios específicos de alongamento da fáscia plantar e do tendão de aquiles são uma boa opção no tratamento. 

    Durante as sessões de fisioterapia normalmente são realizados exercícios que permitam o estiramento (ou alongamento) da fáscia plantar e do gastrocnémio e solear. Além dessas sessões, alguns outros exercícios podem ser indicados pelo profissional de fisioterapia para realização em casa, principalmente ao levantar. 

    Como falamos, em boa parte das vezes são atividades simples, realizadas com bolas de tênis, tecidos ou mesmo utilizando apenas o alongamento natural do corpo. 

    O que você achou deste conteúdo sobre a fascite plantar? Consegue identificar alguma relação entre dores na sola do pé que sente com as informações que foram apresentadas aqui?

    Aqui na Vicci, você encontra uma equipe especializada e preparada para te atender caso esteja com essas dores. Para o diagnóstico de fascite plantar, um médico ortopedista irá analisar e se for preciso fazer a recomendação de fisioterapia, tudo isso aqui mesmo na Vicci.

    Entre em contato e agende sua avaliação agora mesmo. 

  • Qual o melhor calçado para o dia a dia?

    Qual o melhor calçado para o dia a dia?

    Escolher o calçado adequado para o dia a dia é essencial para garantir conforto, praticidade e estilo em nossas atividades diárias. Com tantas opções disponíveis no mercado, pode ser difícil decidir qual é o melhor calçado para atender às nossas necessidades. Neste artigo, vamos explorar algumas características a serem consideradas ao escolher o calçado ideal para uso diário e sugerir algumas opções populares.

    1. Conforto

    Um dos aspectos mais importantes a se considerar ao escolher um calçado para o dia a dia é o conforto. Opte por modelos que ofereçam um bom suporte para os pés, amortecimento adequado e espaço suficiente para os dedos. Sapatos que causam desconforto podem resultar em dores nos pés, tornando as atividades diárias menos agradáveis.

    2. Durabilidade

    Outro fator a ser levado em conta é a durabilidade do calçado. Escolha materiais de qualidade e construção robusta que resistam ao desgaste do uso diário. Calçados feitos com couro genuíno, materiais sintéticos de alta qualidade e solados resistentes tendem a durar mais tempo e oferecer um melhor custo-benefício a longo prazo.

    3. Versatilidade

    Um bom calçado para o dia a dia deve ser versátil o suficiente para se adaptar a uma variedade de ocasiões e looks. Opte por modelos que possam ser facilmente combinados com diferentes peças de roupa, desde jeans e camisetas até saias e vestidos. Sapatos versáteis economizam tempo e dinheiro, pois podem ser usados em diversas situações.

    4. Estilo

    Embora o conforto e a funcionalidade sejam fundamentais, não há razão para abrir mão do estilo ao escolher um calçado para o dia a dia. Procure por modelos que reflitam seu estilo pessoal e que estejam alinhados com as tendências da moda. Sapatos elegantes e modernos podem elevar qualquer look e fazer você se sentir confiante em suas atividades diárias.

    Opções Populares de Calçados para o Dia a Dia

    • Tênis Casual: Confortáveis e versáteis, os tênis casuais são uma escolha popular para o dia a dia. Podem ser usados ​​com uma ampla variedade de roupas e são ideais para atividades que exigem conforto e mobilidade.
    • Sapatilhas: Femininas e elegantes, as sapatilhas são uma opção confortável e estilosa para o dia a dia. São perfeitas para quem deseja um visual mais feminino sem abrir mão do conforto.
    • Sapatos Oxford: Clássicos e atemporais, os sapatos oxford são uma escolha elegante para o dia a dia. Combinam bem com roupas casuais e formais, adicionando um toque de sofisticação a qualquer look.
    • Sandálias Confortáveis: Para os dias quentes, as sandálias confortáveis são uma opção refrescante e prática. Escolha modelos com tiras ajustáveis ​​e solados acolchoados para garantir conforto durante todo o dia.

    Problemas Causados pelo Uso de Calçados Inadequados no Dia a Dia

    O uso de calçados inadequados no dia a dia pode acarretar uma série de problemas para a saúde dos pés e do corpo como um todo. Neste artigo, vamos explorar alguns dos problemas mais comuns causados pelo uso de calçados errados e destacar a importância de escolher calçados adequados para garantir o conforto e a saúde dos seus pés.

    1. Dores nos Pés

    Um dos problemas mais comuns causados pelo uso de calçados inadequados são as dores nos pés. Sapatos apertados, com solados inadequados ou sem o suporte adequado podem resultar em dores nos pés, tornozelos e calcanhares, especialmente após longos períodos de uso.

    2. Calos e Calosidades

    O atrito constante entre os pés e os calçados inadequados pode levar ao desenvolvimento de calos e calosidades. Essas áreas endurecidas da pele podem ser dolorosas e desconfortáveis, causando dificuldade ao caminhar e ao usar sapatos.

    3. Fascite Plantar

    A fascite plantar é uma condição dolorosa que afeta a sola do pé, especialmente a área do calcanhar. O uso de calçados inadequados, sem o suporte adequado do arco do pé, pode aumentar o risco de desenvolvimento dessa condição, resultando em dor intensa ao caminhar ou ficar em pé.

    4. Joanetes

    Os joanetes nos pés são deformidades ósseas que se desenvolvem na base do dedão do pé. O uso de sapatos apertados, com bicos estreitos ou saltos altos pode agravar essa condição, causando dor, inflamação e dificuldade ao caminhar.

    5. Lesões Musculares e Articulares

    O uso prolongado de calçados inadequados pode resultar em lesões musculares e articulares nos pés, tornozelos e pernas. Sapatos sem o suporte adequado do arco do pé ou com solados desgastados podem alterar a biomecânica do corpo, aumentando o risco de entorses, tendinites e outras lesões.

    6. Problemas Posturais

    Além dos problemas nos pés, o uso de calçados inadequados também pode afetar a postura corporal. Sapatos com saltos muito altos ou sem suporte adequado podem alterar a distribuição do peso corporal, resultando em uma postura desalinhada e aumentando o risco de dores nas costas e no pescoço.

    Conclusão

    O uso de calçados inadequados no dia a dia pode causar uma série de problemas para a saúde dos pés e do corpo como um todo. Para evitar esses problemas, é importante escolher calçados que ofereçam o suporte adequado, sejam confortáveis e se ajustem corretamente aos seus pés. Ao investir em calçados de qualidade e cuidar da saúde dos seus pés, você pode evitar dores e desconfortos desnecessários e desfrutar de uma vida mais confortável e saudável.

    Espero que este artigo tenha destacado a importância de escolher os calçados certos para evitar problemas de saúde no dia a dia. Se precisar de mais informações ou conselhos sobre cuidados com os pés, não hesite em entrar em contato e receber auxilio do nosso médico especialista em pé e tornozelo!

  • Meu pé é chato, preciso usar palmilha?

    Meu pé é chato, preciso usar palmilha?

    Na maioria das vezes, pés planos são flexíveis e não relacionados a doenças específicas, sendo, portanto, somente uma variação da normalidade

    Os pés planos, ou “chatos”, como conhecidos popularmente, são muito comuns. Eles têm como característica a perda ou diminuição do arco plantar, a curvatura interna do pé. Isso pode ser uma característica individual, na qual o indivíduo apresenta esse padrão de pé desde a infância ou pode ser uma característica adquirida, devido a doenças específicas.

    Na maioria das vezes, os pés planos são flexíveis e não relacionados a doenças específicas, sendo, portanto, somente uma variação da normalidade.

    Da mesma forma que algumas pessoas têm nariz um pouco mais ou menos curvo, o mesmo acontece com os pés, que tem mais ou menos curvatura interna. Entretanto, várias doenças podem estar associadas ao pé plano, como a coalizão tarsal (união anômala entre dois ossos), insuficiência do tendão tibial posterior (muito comum em mulheres), lesão do ligamento mola (importante estabilizador do arco do pé), entre outras.

    O que vemos comumente como dúvida no consultório e até mesmo no conhecimento popular é de que o pé plano sempre precisa de palmilhas especiais, para corrigir esse “problema”, mas na verdade esse conceito é um equívoco. Primeiramente porque, na grande maioria das vezes, esse formato de pé não é uma doença, como disse, mas somente uma variação da normalidade.

    Além disso, para um indivíduo sem sintomas, ou seja, sem dor nos pés ou em outras articulações, é muito difícil que uma palmilha possa trazer qualquer tipo de benefício. Isso ocorre pois os pés e nossas outras articulações já estão adaptadas àquele padrão de curvatura, a musculatura do pé já está adaptada e uma possível mudança nesse padrão, com uma palmilha que eleve o arco plantar por exemplo, pode desencadear um desbalanço antes inexistente.

    Aprofundando nesse tema, tem sido objeto de constante estudo e debate o papel da musculatura intrínseca do pé na formação e manutenção do arco plantar. Tem-se entendido cada vez mais que pacientes sintomáticos, com dores nos pés devido ao pé plano ou outras doenças, podem se beneficiar mais com o treinamento desse tipo de musculatura, também denominada “Foot Core”, do que com a prescrição de palmilhas, que em ultima análise poderiam enfraquecer esse grupo muscular no longo prazo.
    Não estou aqui, por fim, querendo dizer que as palmilhas são abomináveis e que não devem ser prescritas em nenhuma situação. Existem várias indicações nas quais as palmilhas são muito úteis e podem sim ser utilizadas para melhorar os sintomas de diversos pacientes. O que precisamos mudar de conceito é que as palmilhas não são uma solução universal para todos os problemas dos pés e que você que tem pé “chato” não tem obrigatoriedade de uso de palmilhas em todas as situações: existem outras alternativas.
    Na dúvida sobre qual alternativa seguir ou se sua palmilha é adequada ou realmente necessária, procure seu Ortopedista de confiança.
    Abraço a todos (da minha casa)

    E se você tem dúvidas ou sugestão de tema, conte com o Dr. Daniel Baumfeld, Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e do Tornozelo

  • Torci meu tornozelo! Preciso procurar o hospital?

    Torci meu tornozelo! Preciso procurar o hospital?

    As entorses são um dos principais motivos de procura de ortopedistas nos serviços de emergência. Mas, em tempos de pandemia, talvez dê pra evitar

    A maioria das pessoas em isolamento social tem evitado procurar os serviços de emergência hospitalar por recomendações das autoridades sanitárias. Essa conduta é realmente adequada. Entretanto, a população não é portadora de doença única nos tempos atuais (COVID-19) e existem situações nas quais há necessidade de atendimento médico presencial.

    As entorses de tornozelo ou “torções do tornozelo” representam um dos principais motivos de procura ao ortopedista nos serviços de emergência. Esse mecanismo que faz girar nossos pés é capaz de gerar uma variedade grande de lesões, como fraturas, rupturas ligamentares, lesões nos tendões e na cartilagem.

    Não diagnosticar uma lesão mais séria pode levar a sequelas irreversíveis caso o diagnóstico seja feito em um momento muito tardio e medidas de tratamento não sejam tomadas.

    Mas então, todas as pessoas que torcem o tornozelo devem procurar o Pronto Atendimento em um momento como esse? A resposta é não. Alguns sinais de alerta e sinais de gravidade devem motivar a consulta médica, enquanto a ausência deles deve ser entendida como um sinal tranquilizador e que a evolução do quadro poderá ser observada.

    As regras de Ottawa, publicadas em 1992 por um grupo canadense são um bom ponto de partida. Com sensibilidade acima de 95%, segundo elas, radiografias do tornozelo só são necessárias se houver dor à palpação nos 6cm distais (mais perto do chão) de ambos os maléolos ou incapacidade para suportar peso (colocar o pé no chão).

    Da mesma forma, radiografias dos pés só estariam indicadas em pacientes com dor no osso navicular ou na base do 5° metatarso, ou com incapacidade para suportar peso. Obviamente, esse estudo não dá garantia de 100% dos sinais de gravidade e possíveis lesões, mas é uma referência bem reconhecida em ortopedia e pode ser utilizada como um dos parâmetros para a tomada de decisão de ir ou não ao hospital.

    Outros sinais de alerta devem ser observados após uma torção como a gravidade do edema (inchaço), a presença de cortes na pele, a presença de deformidades e a capacidade do indivíduo em questão de perceber uma dor significativa (pacientes com redução na sensibilidade nas pernas podem não apresentar sintomas clássicos na presença de lesões).
    Em resumo, caso você tenha torcido seu tornozelo, tenha uma boa saúde, consiga andar, o inchaço esteja controlado e não tenha nenhum outro sinal de alerta anteriormente mencionado, é possível observar a evolução do quadro e não procurar o hospital nesse momento. Siga essas orientações:
    – Mantenha o pé mais elevado:
    – Realize compressas de gelo de 20 a 30 minutos (lembrando de proteger a pele!!);
    – Fique em repouso e utilize analgésicos simples para controle da dor:
    – Caso já possua alguma tornozeleira em casa, a mesma pode ser utilizada para imobilização.É esperado com essas medidas que uma torção sem lesões mais sérias evolua com melhora progressiva.
    Na presença de algum dos sinais de alerta ou de uma evolução inesperada, com piora da dor por exemplo, é prudente consultar um médico. Teleatendimentos nesse momento estão provisoriamente autorizados pelo Conselho Federal de Medicina e podem ser utilizados. Na ausência destes, procure um ortopedista de confiança para exame e orientação, tomando os devidos cuidados para sair de casa.

    Tempos melhores virão. Vamos nos manter otimistas.

    Entre em contato

  • Você sabe o que é joanete e como tratar a deformidade?

    Você sabe o que é joanete e como tratar a deformidade?

    Nem todos sabem a reposta, mas quem tem esse problema conhece muito bem as dores e os desconfortos que ele pode causar

    O Hálux Valgus, ou como popularmente conhecido Joanete, é uma deformidade do dedão do pé que afeta principalmente mulheres. Normalmente começa a se apresentar na adolescência e avança progressivamente ao longo da vida, podendo alcançar grandes desvios após os 60 anos.

    Com o passar dos anos e com o aumento do desvio, uma deformidade antes adormecida pode passar a apresentar sintomas como dor, dificuldade para usar calçados e calosidades intratáveis.

    Nas mulheres, fatores hormonais e uso de calçados de bico fino são os principais fatores agravantes.

    No homem, onde a deformidade é menos comum (18x), os sintomas aparecem devido a áreas de maior pressão e sobrecarga dos dedos dentro dos calçados.

    Existe tratamento não cirúrgico para o joanete? Infelizmente não.

    O que se realiza de tratamento não cirúrgico tem o objetivo somente de aliviar os sintomas, tratando a consequência, mas não a causa da dor. O uso de silicones, adesivos, separadores de dedo e calçados adaptados não corrigem a deformidade óssea.

    Mas é obrigatório o tratamento cirúrgico para Joanete? Com certeza também não!

    O tratamento é indicado para aqueles pacientes nos quais as limitações são importantes ao ponto de buscar uma alternativa para corrigir o problema.

    Pensando em tratamento cirúrgico, diversos mitos existem e precisam ser esclarecidos. São frequentes em consultas médicas as seguintes questões:

    – dói muito depois da cirurgia?

    – Preciso ficar muito tempo sem pisar se eu operar?

    – Operando um joanete, ele volta depois?

    Hoje temos capacidade de responder esses questionamentos com confiança. Podemos pisar no dia seguinte do procedimento cirúrgico, as modernas técnicas de anestesia aliviam de forma efetiva a dor após o procedimento e um joanete bem corrigido, não trará mais problema para o paciente.

    Por fim, a escolha do melhor tratamento é uma decisão pessoal e a melhor época para realizar a cirurgia depende das limitações que temos no nosso dia a dia.

    Seus pés podem te levar mais longe do que você imagina! Cuide bem deles!

    Se você tem dúvidas sobre joanete ou sugestão de temas, mande para danielbaumfeld@gmail.com

    Entre em contato

  • Dores no Tornozelo: o que eu tenho, Doutor?

    Dores no Tornozelo: o que eu tenho, Doutor?

    Articulação entre pé e perna tem grande capacidade de sustentar peso corporal e, por isso, pode sofrer traumas, sobrecargas e vários tipos de doença

    O tornozelo é a articulação que pode sustentar mais de seis vezes nosso peso corporal em algumas atividades que realizamos. Incrível não é?

    Ele desempenha importante função nas atividades mais simples do nosso dia-a-dia, como subir escadas, levantar-se da cama, agachar, caminhar e correr.

    Dores nesse local podem estar relacionadas a traumas, sobrecargas, atritos com os calçados, excesso de atividades físicas, ou doenças específicas dos tendões, da cartilagem, dos ligamentos e do próprio osso do pé.

    As entorses do tornozelo (torções) são umas das causas mais comuns de atendimento ortopédico no Pronto Socorro e o tratamento inadequado pode levar a dores crônicas e instabilidade (pela lesão dos ligamentos).

     

    Devemos ter atenção aos sinais de alerta que devem motivar a procura de um profissional especializado: inchaço, manchas escuras (hematoma), limitação do movimento, incapacidade de pisar e deformidades.

    De todos os tendões que cruzam o tornozelo, o tendão calcâneo (tendão de Aquiles) é o foco mais comum de dor. Normalmente, as dores estão relacionadas a inflamação no tendão e degeneração crônica do tendão, caracterizando a conhecida “tendinite”.

    Em casos agudos, a ruptura desse tendão pode ocorrer, comumente acompanhada de uma sensação de “levar um pedrada“ na região posterior (atrás) da perna.

    A cartilagem, por sua vez, é um dos tecidos mais frágeis desta região, pois tem um baixo potencial de cicatrização e regeneração. Essas lesões podem ocorrer por traumas, entorses, fraturas no passado e podem ser limitantes, levando a dores profundas no tornozelo.

    A artrose do tornozelo, outra causa comum de dor, pode ser consequência de lesões da cartilagem, de ligamentos ou fraturas. Essa doença se caracteriza por dor local limitante, limitação de movimento, dificuldade para andar e pode ser até mesmo a causa de uma alteração na marcha (mancar).

    Obviamente, os avanços da medicina hoje propiciam para a maioria dos pacientes tratamentos efetivos capazes de restaurar a função da articulação e curar a dor.

    Se você tem dúvidas e sugestões, mande pra mim: danielbaumfeld@gmail.com

    Entre em contato

  • Há prótese para tornozelo como as existentes de quadril e joelho?

    Há prótese para tornozelo como as existentes de quadril e joelho?

    Segundo especialista, mesmo semelhantes os problemas guardam algumas diferenças que impactam no tratamento

    Na semana passada escrevemos aqui sobre as principais causas de dores nos tornozelos. Entre elas, falamos um pouco sobre a artrose do tornozelo, ou desgaste, termo popular. Mas afinal, a artrose do tornozelo é como as outras mais comuns como do quadril ou do joelho? A resposta para essa pergunta é que muitos aspectos são semelhantes, mas outros não.

    As semelhanças básicas são de que as artroses em geral se caracterizam pela deterioração da cartilagem de uma articulação que progressivamente diminui o espaço entre os ossos daquela “junta” e passa a causar dor, desconforto e limitação.

    Entre as diferenças, sabemos que a artrose do tornozelo acomete mais comumente pessoas mais jovens, em um período de vida mais ativo. Isso ocorre pois o que causa essa doença no tornozelo são causas pós-traumáticas (ou seja, fraturas, luxações e lesões de ligamentos), muito mais comuns na população entre a terceira e quinta década de vida.

    Em relação ao tratamento, muitos de nós já ouvimos falar da colocação de próteses no joelho e no quadril que permitem às pessoas com artrose voltar a caminhar sem dor, manter o movimento e melhorar sua qualidade de vida, não é mesmo? Para o tornozelo, já existe a mesma tecnologia disponível.

    A artroplastia do tornozelo ou prótese de tornozelo já é um procedimento realizado há muitos anos nos grandes centros da Europa e dos Estados Unidos e a introdução de excelentes implantes no mercado brasileiro nos últimos anos tem possibilitado que a prótese de tornozelo também seja uma realidade no Brasil. Se bem indicada e implantada, essa cirurgia possibilita redução da dor, melhora do padrão de marcha (da caminhada), manutenção de movimento e melhora qualidade de vida.

    Obviamente, toda cirurgia tem os seus riscos e benefícios e somente um Ortopedista capacitado poderá avaliar individualmente o que pesará mais nessa balança.