Categoria: Medicina

  • 5 tratamentos não invasivos para lesões ortopédicas

    5 tratamentos não invasivos para lesões ortopédicas

    A adoção de tratamentos não invasivos para lesões ortopédicas é uma tendência cada vez mais presente em clínicas e hospitais. Se antigamente a solução passava por intervenção cirúrgica, hoje, é possível encontrar métodos que não agridem tanto o corpo humano. 

    No entanto, o que pode ser considerado um tratamento não invasivo? Quais as vantagens da utilização dessas práticas e como buscar esse tipo de tratamento? Ao longo desse conteúdo, vamos responder essas e outras perguntas. 

    O que você encontra nesse artigo:

    • O que são tratamentos não invasivos.
    • Vantagens dos tratamentos não invasivos.
    • 5 tratamentos não invasivos para lesões ortopédicas.
      1. Subcondroplastia para artrose no joelho
      2. Aparelho Pulsed Signal Therapy (PST)
      3. Recovery Pump
      4. Acupuntura
      5. Terapia por ondas de choque

    O que é não invasivo?

    Podemos definir tratamentos não invasivos como procedimentos que não são baseados em cirurgias ou cortes profundos no corpo do ser humano. Além disso, outra característica é a exclusão da necessidade de internação e pouca exposição a riscos como vírus em salas cirúrgicas. 

    Diferentemente dos métodos tradicionais ou tratamentos invasivos, esses tratamentos não invasivos, geralmente, utilizam tecnologias, métodos baseados em choques, ondas ou mesmo estímulos e, constantemente, servem para estimular o corpo a ajudar na melhora. 

    Diferença entre procedimento invasivo e não invasivo

    A diferença entre procedimentos invasivos e não invasivos está relacionada à forma como eles afetam o corpo e a extensão da intervenção realizada.

    Procedimentos invasivos:
    Os procedimentos invasivos envolvem a introdução de instrumentos ou dispositivos no corpo do paciente, através de incisões ou aberturas. Eles podem exigir anestesia local ou geral, e geralmente são realizados em ambientes hospitalares ou cirúrgicos. Esses procedimentos podem incluir cirurgias, biópsias, inserção de cateteres ou outros instrumentos para diagnóstico, tratamento ou remoção de tecidos ou órgãos afetados. Como exemplo, temos a cirurgia cardíaca ou a colocação de um cateter para tratamento de uma doença arterial.

    Procedimentos não invasivos:
    Os procedimentos não invasivos não requerem incisões ou aberturas significativas no corpo do paciente. Eles são realizados na superfície externa do corpo ou através de técnicas de imagem, como radiografias, ultrassonografias ou ressonâncias magnéticas. Esses procedimentos são geralmente menos traumáticos, não causam danos teciduais significativos e podem ser realizados em ambientes ambulatoriais ou clínicos. Exemplos de procedimentos não invasivos incluem exames de sangue, radiografias, fisioterapia, terapia com laser, acupuntura e ultrassonografia.

    A escolha entre um procedimento invasivo ou não invasivo depende do diagnóstico, gravidade da condição, riscos associados ao procedimento e preferências do paciente. Em muitos casos, os procedimentos não invasivos são preferíveis, pois podem ser menos dolorosos, exigem menos tempo de recuperação e apresentam menor risco de complicações. No entanto, em certos casos, a intervenção invasiva pode ser necessária para obter diagnósticos mais precisos ou realizar tratamentos mais eficazes.

    Vantagens dos tratamentos não invasivos

    As grandes vantagens dos tratamentos não invasivos giram em torno do tempo necessário de recuperação e nos danos causados por esse procedimento nos pacientes. Como falamos, por definição, os tratamentos não invasivos não necessitam de processos relacionados à cirurgia, como internação e possibilidade de complicações. 

    Olhando as lesões ortopédicas, a principal vantagem pode ser entendida como a capacidade de continuar com rotinas e ter um tempo de recuperação menor. Dessa forma, o afastamento de treinos e competições pode ser reduzido, desde que todas as recomendações sejam seguidas. 

    Olhando para saúde e qualidade de vida das pessoas, é importante ressaltar que a principal diferença entre tratamentos invasivos e tratamentos não invasivos é o fato do segundo não apresentar contraindicações. 

    Isso quer dizer que não há riscos, perigo e restrições para realização. Novamente, a única ressalva é quanto à realização dos procedimentos. Independentemente do tipo, qualquer tratamento deve ser feito com base em prescrição médica e, de preferência, com acompanhamento desse profissional. 

    Tratamentos não invasivos são o futuro?

    É importante destacar que esses tratamentos aparecem em um momento em que as pessoas estão procurando novas soluções para dores, lesões e doenças. 

    A tecnologias e a inovação, alinhadas com a cultura milenar sobre medicina, contribuem diariamente para as áreas médicas. Dispositivos, medicamentos, metodologias são aplicadas à rotina de médicos, fisioterapeutas, educadores físicos e demais profissionais para que seus pacientes tenham mais qualidade de vida e saúde.

    Dessa forma, podemos pensar que a união entre esses métodos com o avanço da medicina cria uma nova forma de pensar em tratamentos médicos e a tendência é que, cada vez mais, seja uma realidade em hospitais e clínicas médicas. 

    Porém, é preciso um alerta: antes de começar um tratamento inovador e não invasivo é essencial consultar com o médico e realmente entender se esse procedimento é adequado e eficaz para sua dor, lesão ou doença. 

    5 tipos de tratamento não invasivo para lesões ortopédicas

    Antes de apresentarmos os tratamentos, é preciso destacar que esse conteúdo trata-se de conteúdo informativo e educativo. Dessa forma, não deve ser usado para base para diagnósticos, receitas e medicação própria. 

    Apenas médicos podem receitar tratamentos. 

    Com esse detalhe esclarecido, os tratamentos não invasivos, ou minimamente invasivos como são chamados, já são comuns em algumas áreas como medicina estética, principalmente quando olhamos para cirurgias plásticas. 

    Na área ortopédica, é uma tendência que cresce a cada ano. Atualmente, podemos destacar 5 tratamentos minimamente invasivos que já são realizados aqui no Brasil. Confira quais são:

    1. Subcondroplastia para artrose no joelho

    A artrose no joelho é uma das principais lesões ortopédicas que impactam a principal articulação do corpo humano. Além de mudança em hábitos, um dos tratamentos tradicionais para essa lesão é o procedimento cirúrgico. 

    Porém, há algum tempo, é possível contar com tratamento minimamente invasivo para artrose no joelho. O método desenvolvido nos Estados Unidos foi lançado em 2016 e é chamado de subcondroplastia. 

    O desgaste da cartilagem articular é tratado por meio de uma cirurgia minimamente invasiva para tratar os defeitos do osso. O grande destaque é a recuperação e procedimentos necessários, que, quando comparados ao método tradicional, geram menos danos ao paciente. 

    2. Aparelho Pulsed Signal Therapy (PST)

    Ainda falando sobre articulações, o PST é um tratamento não invasivo que usa tecnologia para estimular a produção de colágeno, por meio da indução de campo magnético. Esse tratamento, geralmente, é indicado para pessoas diagnosticadas com artrose e artrite. 

    Além disso, há relatos de tratamentos eficientes para dores causadas por quadros de hérnia de disco. Tudo isso sem a necessidade de procedimento cirúrgico ou qualquer outro método invasivo. 

    3. Recovery Pump

    O Recovery Pump é um equipamento de compressão que funciona de forma sequencial, estimulando a capacidade natural do corpo humano de liberar resíduos metabólicos do músculo por meio de níveis de compressão direcionados. Assim, com a utilização desse método, gera-se efeito de bombeamento natural, evitando o acúmulo de fluidos e reduzindo a inflamação em regiões localizadas. 

    Dessa forma, esse dispositivo é fundamental para pacientes que precisam de acompanhamento para recuperação muscular após treinos e competições, ou mesmo após cirurgias. Esse método não invasivo reduz dores, edemas e fadiga muscular. 

    Em alguns casos, inclusive, pode ser realizado em casa. No entanto, é preciso contar com um especialista, para orientar sobre a pressão adequada, velocidade e frequência de uso do dispositivo. 

    4. Acupuntura

    A Acupuntura é um procedimento milenar, presente na cultura da sociedade como um dos principais métodos, inclusive para tratamento de lesões osteoarticulares.   

    Quando realizado corretamente, e isso passa por um profissional competente e especializado, a Acupuntura contribui para o tratamento de dores causadas por lesões, traumas ou mesmo dores crônicas. 

    Entorses de tendões, lesão ligamentar, inflamações musculares, lombalgias e cervicalgias são algumas das doenças que já contam com soluções da Acupuntura para seu tratamento. E claro, sem que seja necessário nenhum procedimento invasivo, portanto, apesar do uso de agulhas, é considerado um tratamento não invasivo. 

    5. Terapia por ondas de choque

    Esse é um método não invasivo utilizado para tratamento de lesões ortopédicas, principalmente aquelas que geram dores músculo-esqueléticas crônicas em atletas amadores ou profissionais ou mesmo para quem realiza exercícios físicos para iniciantes. 

    Esse tratamento é composto por ondas acústicas que possuem alta intensidade, interagindo e estimulando biologicamente os tecidos do corpo humano. Como resultado temos a neovascularização e reversão da inflamação crônica e o estímulo para a produção de colágeno e dissolução de calcificações. 

    Aqui na Clínica Vicci, além de contarmos com todo acompanhamento médico, também acreditamos que tratamentos não invasivos podem ser utilizados. Por isso, contamos com um dos melhores aparelhos disponíveis no mercado para realização dessa terapia por ondas de choque. 

    Todo o procedimento é realizado por um ortopedista qualificado que, alinhado a outros treinamentos possibilita a recuperação de lesões e a redução de dores em nossos pacientes. 

    Se você tem interesse em tratamentos não invasivos, entre em contato com a gente e marque agora uma consulta com um ortopedista que irá te orientar e receitar o melhor tratamento. 

  • Medicina esportiva: entenda a importância

    Medicina esportiva: entenda a importância

    A medicina esportiva vem ocupando um lugar de destaque nos últimos anos. Cada vez mais, atletas profissionais, competidores amadores ou mesmo praticantes de algum esporte procuram esses profissionais para tratamentos e prevenção de lesões que podem acontecer durante competições e treinos. 

    O crescimento na procura é proporcional à valorização desse segmento. Se antigamente, o comum era procurar profissionais de outras áreas, hoje, com a especialização em medicina esportiva fica mais fácil encontrar médicos para orientar, preparar e proteger atletas que buscam manter a saúde para suas práticas. 

    No entanto, muitas pessoas ainda não sabem o que exatamente é a medicina esportiva, nem tão pouco a importância de um acompanhamento médico especializado. Por isso, nesse conteúdo vamos esclarecer essas e outras questões sobre o assunto abordando uma imersão no fascinante campo da Medicina Esportiva, desvendando sua importância, funções cruciais e, é claro, explorando a tão debatida questão: quanto ganha um médico especializado nessa área.

    O que é medicina esportiva?

    Medicina esportiva é o nome dado pelo Conselho Federal de Medicina à especialidade médica responsável por assistir pessoas que praticam algum exercício físico ou esporte, independentemente do fim. Ou seja, atletas profissionais, amadores ou mesmo praticantes de algum esporte. 

    Essa especialidade também é chamada em algumas bibliografias como Medicina do Exercício e do Esporte, justamente por abranger praticantes de exercícios físicos que não são considerados esportes. 

    Na prática, a medicina do esporte é uma área que tem como foco o cuidado da saúde e a qualidade de vida por meio da prática esportiva, auxiliando atletas e praticantes nessa rotina. 

    O que é clínica esportiva?

    A clínica esportiva é uma área especializada na prática da medicina e fisioterapia voltada para atletas e pessoas envolvidas em atividades físicas intensas. Seu principal objetivo é prevenir, diagnosticar e tratar lesões relacionadas ao esporte, além de otimizar o desempenho atlético. Os profissionais que trabalham em clínicas esportivas têm um entendimento aprofundado das demandas físicas específicas de diferentes esportes e atividades físicas, bem como das estratégias para promover a saúde e o condicionamento físico.

    A clínica esportiva abrange várias disciplinas, incluindo:

    1. Medicina Esportiva: Médicos especializados em medicina esportiva são treinados para diagnosticar e tratar condições médicas relacionadas ao exercício e ao esporte. Eles podem lidar com lesões agudas, como entorses e fraturas, bem como condições crônicas, como doenças musculares e articulares.
    2. Fisioterapia Esportiva: Fisioterapeutas especializados em esportes trabalham no tratamento de lesões musculoesqueléticas, visando a recuperação rápida e segura dos atletas. Eles também desempenham um papel crucial na reabilitação pós-cirúrgica e no desenvolvimento de programas de prevenção de lesões.
    3. Nutrição Esportiva: Nutricionistas especializados em esportes fornecem orientação sobre nutrição para otimizar o desempenho esportivo, auxiliando na recuperação muscular, no controle de peso e na maximização da energia.
    4. Psicologia Esportiva: Profissionais de psicologia esportiva trabalham com atletas para melhorar o foco mental, gerenciar o estresse, lidar com a pressão competitiva e desenvolver habilidades mentais que contribuam para o desempenho esportivo.
    5. Treinamento Esportivo: Treinadores esportivos colaboram com atletas para desenvolver programas de treinamento físico específicos, adaptados aos requisitos do esporte praticado, visando aprimorar o condicionamento, a força e a resistência.
    6. Fisioterapia Preventiva: Além de tratar lesões, a clínica esportiva se concentra em estratégias de prevenção. Isso pode incluir a prescrição de exercícios específicos, técnicas de aquecimento e resfriamento, além de educação sobre boas práticas esportivas.

    Em resumo, a clínica esportiva desempenha um papel vital na promoção da saúde e no desempenho otimizado de atletas, proporcionando uma abordagem abrangente que envolve diferentes disciplinas para abordar as complexidades associadas à prática esportiva.

    Medicina esportiva para que serve: Qual é o papel desses médicos? 

    A seguir, vamos explicar os 4 principais focos de atuação da medicina do esporte para que você entenda os detalhes. 

    Prevenção: médicos com essa especialidade conhecem movimentos de cada esporte, assim, são capazes de estabelecer e cuidados necessários para que a prática não ofereça riscos demasiados aos atletas, consequentemente, evitando lesões ou gravidade de lesões. 

    Tratamento: sabendo que lesões podem acontecer por vários motivos, o caminho é tratá-las de forma adequada. Esse cuidado é fundamental para evitar recorrência de lesões ou mesmo utilização de tratamentos agressivos ao corpo. 

    Reabilitação: em conjunto com outros profissionais, como fisioterapeutas, a reabilitação é um foco importante para a medicina esportiva. O objetivo aqui é proporcionar todas as condições para que o atleta volte a praticar a atividade física de forma correta e sem oferecer risco à saúde. 

    Acompanhamento de desempenho médico: o acompanhamento de desempenho médico com um profissional especialista em medicina esportiva é fundamental para atletas que passam por tratamentos de lesões ou mesmo treinamentos para intensificar treinos. Esse acompanhamento médico funciona como uma assessoria, orientando outras áreas com o objetivo de preservar a saúde do atleta. 

    Qual a importância da medicina esportiva?

    Sabendo desses 4 focos da medicina do esporte, é mais simples apresentar a importância dessa área. Assim como acontece com outras especialidades, é necessário trabalho específico para tratamentos e procedimentos, como exemplo podemos utilizar a saúde do idoso, que demanda técnicas específicas. 

    Com a prática esportiva o contexto é idêntico. Médicos com essa especialidade, além de entenderem sobre lesões, doenças e procedimentos médicos, ainda entendem sobre movimentos, ações e técnicas esportivas. 

    Dessa forma, é possível utilizar a relação entre esses dois elementos para identificação de lesões, tratamentos, reabilitação e acompanhamento junto a atletas e praticantes de atividades físicas diversas. 

    Além disso, vale destacar a atuação junto a profissionais como fisioterapeutas e educadores físicos. O processo de busca por melhores performances esportivas deve ser realizado considerando os limites do corpo, por isso, o médico é o elemento responsável por garantir que os objetivos sejam atingidos sem comprometimento do corpo de cada pessoa. 

    Importância da medicina esportiva para atletas amadores

    Para atletas amadores, a medicina esportiva é um dos principais responsáveis por permitir a continuidade saudável da prática esportiva. Sabemos que o dia a dia desses atletas é complexo, atividades rotineiras dividem tempo com treinos e, até mesmo competições amadoras. 

    Nesse cenário, contar com acompanhamento médico é fundamental, principalmente para evitar lesões. Esse é um dos principais responsáveis por interromper série de treinos e afastar esses atletas amadores tanto da prática esportiva quanto de suas outras atividades diárias. 

    Importância da medicina esportiva para atletas profissionais

    Para atletas profissionais, a medicina esportiva é ainda mais importante. O acompanhamento médico especializado é fundamental para que esses profissionais desempenhem suas atividades. 

    Jogadores de esportes como futebol, vôlei e basquete por exemplo, precisam de acompanhamento médico constante para análise de desempenho muscular, riscos de lesões e mesmo para que pancadas não se transformem em problemas maiores. 

    Importância de um médico esportivo para praticantes

    Para quem pratica exercícios físicos ou mesmo algum esporte por lazer, a medicina do esporte também é essencial. Sabemos que esses exercícios demandam esforços do corpo humano que, às vezes, não são esperados. 

    Dessa forma, consultar um médico do esporte é importante para realização segura dessas práticas. Esse médico será responsável por solicitar exames e indicar observações necessárias para que o exercício físico não ofereça riscos à saúde. 

    Quando procurar um médico esportivo?

    Novamente, assim como acontece com outras especialidades, as pessoas geralmente procuram um médico esportivo quando sofrem algum tipo de lesão ou mesmo precisam de um tratamento para dores sentidas durante a prática esportiva.

    Entretanto, não é somente nesses momentos que há a necessidade de procurar um médico do esporte. Vale destacar que, antes de começar uma prática esportiva, sobretudo intensa, é preciso procurar um médico para certificar-se se está tudo certo para tal atividade, afinal, existem exercícios físicos para iniciantes.  

    Nessa consulta, é possível detectar possíveis problemas relacionados a músculos, articulações e ossos, mas também problemas no coração ou de pressão, que podem causar complicações durante os treinos. 

    O que um médico esportivo normalmente considera?

    Já que falamos sobre o momento de procurar um médico esportivo, vale a pena falarmos sobre o que esse profissional normalmente considera em uma avaliação. 

    Além de exames próprios que servem para diagnosticar a saúde do atleta, o médico do esporte com essa especialidade também leva em consideração alguns elementos da prática esportiva:

    1. Frequência: com base nos exames, é possível saber se a frequência desejada é nociva à saúde do atleta e indicar qual a frequência ideal. 
    2. Intensidade da prática: aumentar a intensidade deve ser um processo realizado com acompanhamento para não agravar lesões ou provocá-las. 
    3. Tipo de exercício: existem algumas atividades que, naturalmente, não são recomendadas para determinadas pessoas. O papel do médico do esporte é realizar esse entendimento, considerando esforço, impactos e preservação da saúde.  

    Necessidade de acompanhamento: após essa consulta, o médico do esporte define o quão periódico deve ser o retorno e o tipo de acompanhamento necessário para o atleta. 

    Onde fazer Medicina do Esporte?

    No Brasil, existem quatro programas de residência médica em Medicina Esportiva:

    • Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
    • Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
    • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
    • Universidade de Caxias do Sul (UCS)

    Os programas de residência médica em Medicina Esportiva são oferecidos por hospitais universitários e centros de saúde. Para se inscrever, é necessário ter concluído o curso de Medicina e passar no processo seletivo, que geralmente inclui provas teóricas e práticas.

    Além das residências médicas, também existem cursos de especialização em Medicina Esportiva oferecidos por instituições privadas. Esses cursos geralmente têm duração de dois anos e capacitam os médicos para o diagnóstico, tratamento e prevenção de lesões e doenças relacionadas ao esporte.

    Quantos anos para se formar em Medicina Esportiva?

    Para se formar em Medicina Esportiva no Brasil, é necessário cursar a faculdade de Medicina, que tem duração de 6 anos. Após a conclusão da faculdade, é necessário realizar uma residência médica em Medicina Esportiva, que tem duração de 3 anos. Portanto, o total de anos para se formar em Medicina Esportiva é de 9 anos.

    A residência médica em Medicina Esportiva é um programa de treinamento avançado que capacita os médicos para o diagnóstico, tratamento e prevenção de lesões e doenças relacionadas ao esporte. O programa inclui aulas teóricas, práticas e estágios em hospitais, clínicas e centros de treinamento esportivo.

    Após a conclusão da residência médica, o médico especialista em Medicina Esportiva pode atuar em uma variedade de áreas, incluindo:

    • Clínica: atendimento a atletas de todas as idades e níveis de habilidade.
    • Pesquisa: investigação de lesões e doenças relacionadas ao esporte.
    • Educação: ensino de Medicina Esportiva a outros profissionais de saúde.

    A Medicina Esportiva é uma área em crescimento, pois o número de pessoas que praticam esportes está aumentando. Os médicos especialistas em Medicina Esportiva são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar dos atletas.

    Quanto custa uma consulta com médico do esporte?

    O valor que você pode cobrar do paciente em uma consulta como médico do esporte é baseado em uma série de fatores, incluindo:

    • Localização: o custo da consulta é geralmente mais alto nas grandes cidades do que nas pequenas cidades.
    • Qualificação do médico: os médicos mais experientes e qualificados geralmente cobram mais.
    • Tipo de consultório: o custo da consulta é geralmente mais alto em consultórios privados do que em clínicas ou hospitais.
    • Custos operacionais do consultório: o custo da consulta deve cobrir os custos operacionais do consultório, como aluguel, seguro e pessoal.
    • Tempo e esforço envolvidos na consulta: o custo da consulta deve refletir o tempo e o esforço envolvidos na consulta, incluindo a avaliação do paciente, o diagnóstico e o planejamento do tratamento.

    É importante que você pesquise o valor que outros médicos do esporte cobram na sua região para ter uma ideia de um valor justo. Você também pode considerar negociar o valor da consulta com o paciente, especialmente se o paciente tiver um plano de saúde que cubra parcialmente o custo da consulta.

    Aqui estão algumas dicas para estabelecer um valor justo para as suas consultas:

    • Considere os custos operacionais do seu consultório. Você precisa ter certeza de que está cobrando o suficiente para cobrir esses custos e ainda obter um lucro.
    • Considere a sua experiência e qualificação. Os médicos mais experientes e qualificados geralmente cobram mais.
    • Considere o tipo de consultório que você tem. Os consultórios privados geralmente cobram mais do que as clínicas ou hospitais.
    • Considere o tempo e o esforço envolvidos na consulta. O custo da consulta deve refletir o tempo e o esforço necessários para fornecer um atendimento de qualidade.

    Se você estiver com dúvidas sobre quanto cobrar do paciente, você pode consultar um advogado ou um contador especializado em questões médicas.

    Quanto ganha Medicina do Esporte?

    De acordo com dados do site Trabalha Brasil, a média salarial de um médico do esporte no Brasil é de R$ 10.200 por mês. No entanto, esse valor pode variar de acordo com uma série de fatores, incluindo:

    • Localização: o salário é geralmente mais alto nas grandes cidades do que nas pequenas cidades.
    • Qualificação do médico: os médicos mais experientes e qualificados geralmente ganham mais.
    • Tipo de trabalho: os médicos do esporte que trabalham em consultórios privados geralmente ganham mais do que os médicos que trabalham em clínicas ou hospitais.

    Um médico do esporte recém-formado pode ganhar cerca de R$ 6.000 por mês. Já um médico experiente pode ganhar até R$ 17.000 por mês.

    A Medicina do Esporte é uma área em crescimento, pois o número de pessoas que praticam esportes está aumentando. Os médicos especialistas em Medicina do Esporte são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar dos atletas.

    Aqui estão alguns exemplos de salários de médicos do esporte em diferentes áreas:

    • Consultório privado: R$ 10.000 a R$ 15.000 por mês
    • Clínica: R$ 8.000 a R$ 12.000 por mês
    • Hospital: R$ 7.000 a R$ 10.000 por mês
    • Escola: R$ 6.000 a R$ 9.000 por mês

    Os médicos do esporte também podem ganhar dinheiro com atividades extracurriculares, como palestras, cursos e consultorias.

    Como encontrar uma clínica focada em medicina esportiva?

    Existe uma grande dificuldade para encontrar profissionais e clínicas especializadas em medicina esportiva, sobretudo, que oferecem serviços complementares e integrados, pensando exclusivamente na saúde do atleta. 

    Logo, o caminho mais indicado é pesquisar com cautela e, principalmente, com tempo. Atualmente, existem boas instituições no mercado e profissionais realmente competentes e qualificados para atenderem atletas de todos os níveis. 

    Aqui na Clínica Vicci, por exemplo, contamos com um corpo clínico composto por médicos especialistas em medicina do esporte, bem como outros profissionais como nutricionistas e fisioterapeutas, que, juntos, proporcionam atendimento integrado e exclusivo para tratar, prevenir e realmente cuidar da saúde dos atletas. 

    Portanto, se você procura uma clínica focada em medicina esportiva, entre em contato com a gente e encontre profissionais realmente qualificados e preparados para te ajudar a alcançar seu objetivo, olhando sempre para sua saúde. 

  • Entenda a relação entre qualidade de vida e saúde

    Entenda a relação entre qualidade de vida e saúde

    Qualidade de vida e saúde são dois termos que normalmente andam juntos. Sempre que perguntamos sobre objetivos, planos e desejos para o futuro, essas palavras aparecem e, geralmente, em sequência. 

    Mas, afinal, o que é qualidade de vida? O que é saúde? Como esses termos se relacionam e por que é difícil falarmos em um sem lembrarmos do outro? Ao longo desse conteúdo, você vai entender detalhes sobre essa relação e saber como focar nesses objetivos em sua vida. 

    Você vai ver nesse conteúdo:

    • O que é qualidade de vida?
    • Qual o conceito de saúde?
    • Qual a relação entre qualidade de vida e saúde?
    • O que é preciso para ter qualidade de vida?
    • Como contribuir para sua saúde?
    • Importância dos cuidados do corpo para qualidade de vida e para saúde

    Qual o conceito de qualidade de vida?

    Para esclarecermos o que é qualidade de vida é necessário deixar claro que existem vários conceitos e variações a respeito do significado desse termo. Vamos partir do que é apontado pela Organização Mundial da Saúde.

    De acordo com a OMS, o conceito de qualidade de vida diz respeito à percepção que o indivíduo possui de sua inserção em um contexto cultural e a percepção individual, passando por objetivos, desejos, expectativas, padrões sociais, rotinas e preocupações.

    Dessa forma, podemos dizer que a qualidade de vida está associada a fatores como autoestima, bem-estar e, principalmente, saúde de uma pessoa. Fatores que são percebidos diariamente na vida de qualquer pessoa.

    Qual o conceito de saúde?

    Segundo a OMS, a saúde é um estado de equilíbrio físico, mental e social, no qual uma pessoa é capaz de realizar suas atividades diárias de forma plena, enfrentar desafios e lidar com o estresse de maneira eficaz. Além disso, a saúde não é apenas uma condição individual, mas também está relacionada ao ambiente em que vivemos, incluindo aspectos sociais, econômicos e culturais.

    A saúde envolve não apenas a ausência de doença, mas também a promoção do bem-estar físico e mental, a prevenção de doenças e lesões, o acesso a serviços de saúde de qualidade, o apoio social e a capacidade de adotar estilos de vida saudáveis. É um estado dinâmico que pode ser influenciado por fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais.

    Qual a relação entre saúde e qualidade de vida?

    Relação entre saúde e qualidade de vida

    Como vimos, é impossível falarmos sobre qualidade de vida sem falarmos sobre saúde. Um dos principais pilares para ter qualidade de vida é cuidar da saúde física e mental, assim, é impossível pensarmos que uma pessoa com a saúde completamente debilitada tenha qualidade de vida. É claro, que é preciso considerarmos que existem outros fatores que influenciam no conceito e na percepção sobre qualidade de vida. 

    Sobre essa relação, um tema cada vez mais frequente é a importância da saúde mental para a qualidade de vida de uma pessoa. Estresse, ansiedade, depressão e Burnout são doenças totalmente vinculadas às questões psicológicas e emocionais e afetam diretamente a percepção sobre qualidade de vida. 


    Segundo um estudo feito pelo Portal Saúde e Bem Viver, “Há 20 anos, o maior número de afastamentos era por conta de acidentes do trabalho, de trajeto ou por problemas ortopédicos. Hoje, a situação se inverteu. Em uma rápida análise, percebemos que na Unidade da Moema 70% são de pacientes com problemas psiquiátricos. Em seguida vêm os problemas ortopédicos”.

    Por outro lado, também podemos destacar os elementos dessa percepção presentes na relação entre qualidade de vida e saúde física. De uma forma direta, a condição física impacta diretamente em decisões, escolhas e visão de mundo de uma pessoa. 

    Portanto, cuidar da saúde, mental e física, é um dos principais caminhos para ter qualidade de vida.

    O que fazer para priorizar qualidade de vida e saúde em seu dia a dia?

    Cada dia que passa, encontramos mais comentários sobre a necessidade de priorização da qualidade de vida e, consequentemente, da saúde em nosso dia a dia. Porém, o que é preciso para realmente focar atenção e ações nesses campos?

    A seguir, você confere algumas dicas para ter qualidade e para contribuir diariamente para sua saúde. Confira:

    O que é preciso para ter qualidade de vida?

    Para esse tópico, é preciso destacar que não existe uma fórmula mágica. Cada pessoa possui uma visão de mundo e isso afeta o que é preciso para ter qualidade de vida. No entanto, a seguir, vamos apresentar algumas dicas que servem para a maioria das pessoas.  

    Dedicar tempo às pessoas e atividades que você gosta: essa medida é uma das mais importantes para a percepção de sociedade, afeto e felicidade. Estar com pessoas que você gosta, geralmente, é fundamental para a busca por qualidade de vida.

    Além disso, dedique tempo para fazer as coisas que você gosta. Hobbies são fundamentais para dar leveza à vida, além de contribuir para a integração com outras pessoas e sentimento de pertencimento a um grupo.  

    Tenha hábitos saudáveis: criar uma rotina de hábitos saudáveis é fundamental para ter qualidade de vida. Isso envolve evitar vícios prejudiciais à saúde e adotar práticas como leitura, meditação e relaxamento de forma frequente. 

    Estabeleça uma rotina agradável: aqui, o principal ponto de atenção é ter cuidado com trabalho em excesso. Muitas pessoas possuem uma rotina muito corrida, estressante e pouco agradável, o que gera a sensação de frustração, tempo perdido e esgotamento. Evitar isso, é fundamental para quem busca qualidade de vida. 

    Cuide da sua saúde: já que a relação entre qualidade de vida e saúde é próxima, cuidar da saúde é essencial para ter mais qualidade de vida no seu dia a dia. No próximo capítulo você confere algumas dicas práticas para alcançar esse objetivo.

    Como contribuir para sua saúde?

    Como vimos, um dos principais passos para ter qualidade de vida é cuidar da saúde física e mental. Por isso, a seguir, você encontra alguns passos básicos para cuidar da sua saúde no dia a dia. 

    Tenha uma alimentação balanceada: evite o excesso de alimentos gordurosos, industrializados e de muito açúcar em sua alimentação diária. Lembre-se: o que você reflete em sua disposição e energia durante o dia. 

    Sono de qualidade: o sono é fundamental para reparação celular e para recuperação muscular do seu corpo. A falta de sono de qualidade pode gerar problemas como insônia e sono durante o dia. Logo, crie hábitos saudáveis para dormir bem. 

    Cuide da sua saúde mental: buscar momentos de silêncio, trabalhar a inteligência emocional e cuidar das suas relações são ações que contribuem para a sua saúde psicológica. Além disso, vale a pena contar com momentos de silêncio, meditação e relaxamento, evitando estresses diários e a necessidade de lidar com os problemas que aparecem todos os dias. 

    Beba água: a água é fundamental para o corpo humano. Hidratar-se bem é fundamental para células, tecidos e para o organismo de forma geral. 

    Pratique exercícios e atividades físicas: a prática regular de atividades físicas é fundamental para a qualidade de vida e para sua saúde. Afinal, por meio de exercícios é possível obter condicionamento físico, disposição, energia, bom humor e resistência para o dia a dia, além de evitar doenças como obesidade, depressão, doenças respiratórias, cardiovasculares, entre outras. 

    Se você não pratica nenhuma atividade física, o importante é movimentar-se. Os principais exercícios físicos para iniciantes não envolvem muitos esforços e têm como base a progressão e aumento de esforço à medida do tempo.

    Importância dos cuidados do corpo em relação entre saúde e qualidade de vida

    Agora que falamos sobre a relação entre qualidade de vida e saúde, destacamos seus conceitos e ainda deixamos dicas, chegou a hora de comentar sobre a importância dos cuidados com o corpo. 

    Manter o corpo com saúde é fundamental para a busca de mais qualidade de vida. Por isso, boa parte dos cuidados que apresentamos acima, lidam diretamente com esse objetivo. 

    Nesse momento, é importante entender a necessidade de acompanhamento especializado e profissional para quem deseja começar uma rotina mais saudável. 

    Começar uma rotina de práticas de atividades físicas, por exemplo, se transforma em um desafio mais acessível quando você conta com suporte de uma equipe de médicos e fisioterapeutas focados em te ajudar nesse objetivo. 

    Depois de ler esse conteúdo, a relação entre qualidade de vida e saúde ficou clara? Acompanhe nosso blog e receba dicas e informações sobre saúde e bem-estar para adotar em seu dia a dia.

    Na Clínica Vicci em BH você encontra especialistas focados em levar qualidade de vida e saúde para nossos pacientes da melhor forma possível.

    Entre em contato conosco e agende uma consulta.

  • A importância de cuidar do coração: Confira dicas essenciais!

    A importância de cuidar do coração: Confira dicas essenciais!

    A importância de cuidar do coração deve estar presente desde a juventude e continuar por toda a vida. Contudo, nunca é tarde para fazer mudanças no estilo de vida que poderão melhorar a saúde do seu coração.

    O coração é o principal órgão do corpo humano, e as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte atualmente.

    No mundo, aproximadamente dezoito milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças cardiovasculares. Do mesmo modo, no Brasil, ocorrem aproximadamente quatrocentos mil óbitos por ano. Isso representa mais de mil mortes por dia. E, enfim, o mais importante, 50% dessas mortes são evitáveis.

    Portanto, manter o coração saudável é fundamental para uma boa saúde em geral.

    Nosso coração possui a função essencial de manter o corpo em funcionamento. Ele faz isso através do bombeamento do sangue pelo sistema circulatório. O lado direito do coração manda o sangue para os pulmões, onde ocorre a troca gasosa. Consequentemente, esse sangue é preenchido com oxigênio e devolvido ao lado esquerdo que, simultaneamente, envia esse sangue rico em oxigênio para as artérias. Desse modo, o sangue nutre os órgãos e tecidos do corpo, enquanto remove o excesso de resíduos.

    Qual a importância do coração?

    O coração é um órgão vital e desempenha um papel fundamental no funcionamento do corpo humano. Sua principal função é bombear o sangue rico em oxigênio para todos os tecidos e órgãos do corpo, garantindo que recebam os nutrientes e o oxigênio necessários para funcionar adequadamente.

    A importância do coração pode ser destacada nos seguintes aspectos:

    • Circulação sanguínea: O coração é responsável por bombear o sangue, transportando oxigênio e nutrientes para todas as partes do corpo e removendo os resíduos metabólicos. Isso garante que todas as células do corpo recebam o suprimento necessário para realizar suas funções vitais.
    • Oxigenação: O coração ajuda a garantir que o oxigênio seja entregue aos pulmões para a oxigenação do sangue e, em seguida, bombeado para as células do corpo. O oxigênio é essencial para a produção de energia nas células e para a sobrevivência dos tecidos.
    • Remoção de resíduos: O coração também coleta o sangue rico em dióxido de carbono e outros resíduos metabólicos dos tecidos e órgãos e o transporta de volta aos pulmões e aos rins para eliminar esses resíduos do corpo.
    • Regulação da pressão arterial: O coração ajuda a regular a pressão arterial ao bombear o sangue através das artérias. A pressão arterial adequada é importante para o funcionamento saudável dos órgãos e para a prevenção de problemas cardiovasculares.
    • Manutenção do equilíbrio eletrolítico: O coração desempenha um papel na regulação do equilíbrio eletrolítico do corpo, ajudando a controlar a concentração de íons, como sódio, potássio e cálcio, no sangue. Esse equilíbrio é essencial para a função adequada dos sistemas nervoso e muscular.
    • Transporte hormonal: O coração também desempenha um papel no transporte de hormônios, substâncias químicas que regulam diversas funções do corpo. Ele distribui os hormônios produzidos por várias glândulas para os tecidos-alvo onde eles exercem seus efeitos.

    Devido à sua importância vital, problemas no funcionamento do coração podem levar a uma série de condições médicas, como doenças cardíacas, insuficiência cardíaca, hipertensão e arritmias. Portanto, cuidar da saúde do coração é essencial para manter o bem-estar e a qualidade de vida.

    Doenças Cardiovasculares

    Algumas das principais doenças cardiovasculares são, por exemplo, hipertensão arterial, dislipidemia (alterações do colesterol) e doença arterial coronariana. Da mesma forma, também são frequentes tanto alterações nas válvulas quanto arritmias.

    Cuidar do coração é, enfim, a melhor maneira de prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

    Como fazer isso? É essencial ter hábitos saudáveis de vida para ter um coração saudável.

    Boa Alimentação

    Uma boa alimentação, composta de carnes magras, peixes, frutas, vegetais, legumes e alimentos ricos em fibras, reflete positivamente no bem-estar tanto do coração quanto do corpo em geral. E pode, também, trazer benefícios em longo prazo, aumentando a qualidade e a sobrevida.

    Não podemos esquecer que, à medida que os anos passam, ocorre uma redução da massa muscular e da massa óssea – e nosso metabolismo parece desacelerar. Portanto, manter uma dieta balanceada desde cedo ajuda na manutenção do peso e, consequentemente, reduz o risco de algumas doenças cardíacas.

    Atividade Física

    Praticar atividade física regularmente é outro hábito de grande importância para se cuidar do coração. Ao nos mantermos ativos enquanto envelhecemos, nós mantemos tanto nosso coração quanto nosso corpo mais fortes e saudáveis.

    Exercícios regulares trazem vários benefícios, como, por exemplo, fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade, assim como evitar o excesso de peso, e tudo isso repercute no bem-estar do coração.

    Não Fumar

    Do mesmo modo, não fumar é outra atitude fundamental para evitar o risco de doenças cardíacas, pois esse hábito danifica o revestimento das artérias, além de trazer graves consequências para o pulmão. Existem, enfim, diversos estudos científicos que mostraram evidências de que fumar é um dos principais fatores de risco para doenças coronárias, que podem resultar em ataques cardíacos.

    Redução do Estresse

    Reduzir o estresse pode ajudar a diminuir o risco de ataque cardíaco e derrame, sendo, em suma, de grande importância para se cuidar do coração. O estresse, além de estar associado à hipertensão, expõe igualmente nosso corpo a níveis elevados de hormônios, o que pode trazer vários prejuízos ao organismo como um todo.

    Existem algumas maneiras para tentar reduzir o estresse e evitar que afete diretamente a nossa saúde, como, por exemplo, tentar dormir bem, ter momentos de lazer ou, como já mencionamos, criar o hábito de fazer exercícios físicos. Algumas pessoas também utilizam exercícios respiratórios e meditação para controlar o estresse.

    Consultas Regulares

    Contudo, é importante também diagnosticar e tratar os indivíduos doentes. Portanto, é sempre necessário consultar periodicamente o cardiologista e fazer exames. Mesmo indivíduos sem histórico familiar de doenças cardiovasculares (componente genético) devem adotar essas medidas para reduzirem o risco de desenvolver essas doenças.

    As doenças cardíacas, nos seus estágios iniciais, podem passar despercebidas pelas pessoas, dando, portanto, a impressão de que não existe nada errado. Assim, ao fazemos exames regulares, aumenta a chance de diagnóstico precoce, bem como de iniciar tratamento mais cedo.

    Mesmo os indivíduos que praticam atividade física, seja por lazer ou profissionalmente, devem ter um acompanhamento cardiológico. O exercício físico, como dissemos, traz inúmeros benefícios para a saúde, principalmente a saúde cardiovascular. Entretanto, isso não significa que o individuo não possa desenvolver algum tipo de doença – daí a importância do acompanhamento.

    Muitos pacientes não sofrem apenas de doença cardíaca. Os idosos, principalmente, podem desenvolver também outros problemas de saúde.

    Conclusão

    A Vicci compreende a importância de cuidar do coração, e por isso disponibiliza uma equipe médica com diversos especialistas de apoio, como, por exemplo, cardiologista, ortopedistas, reumatologistas e nutrólogos.

    A Vicci também conta com uma equipe multidisciplinar, como nutricionistas que poderão orientar você em relação a uma dieta saudável para seu coração, bem como fisioterapeutas e especialistas em medicina esportiva, que podem indicar os melhores exercícios físicos para cada caso individual.

    Em suma, todos atuam de maneira integrativa, para atender o paciente de forma ampla e completa.

    Entre em contato

  • Síndrome do túnel do carpo: causas e tratamentos

    Síndrome do túnel do carpo: causas e tratamentos

    A Síndrome do Túnel do Carpo é a síndrome compressiva nervosa mais frequente. Pesquisas registram a ocorrência de cerca de cento e cinquenta mil casos, a cada ano, no Brasil.

    O que é a Síndrome do Túnel do Carpo?

    Entre o punho e a mão existe um túnel formado pelos ossos carpais, pelo qual passam os nove tendões flexores para os dedos e o nervo mediano. Tal nervo é responsável pela sensibilidade dos dedos polegar, indicador, assim como da metade externa do dedo anelar.

    A Síndrome do Túnel do Carpo é, enfim, uma síndrome compressiva que ocorre na região do punho pelo espessamento do Ligamento Transverso do Carpo – que é um ligamento da região superficial da mão, na região da palma. Ele é circundado por estruturas ósseas tanto lateralmente quanto no assoalho. O nervo mediano possui sua localização logo abaixo do Ligamento Transverso do Carpo.

    O que é espessamento do nervo mediano?

    O espessamento do nervo mediano refere-se ao aumento da largura ou diâmetro desse nervo em uma determinada área. O nervo mediano é um dos principais nervos do braço e da mão e é responsável por fornecer sensação e controle muscular para várias partes da mão.

    O espessamento do nervo mediano pode ocorrer em várias condições médicas, sendo a mais conhecida a Síndrome do Túnel do Carpo. O Túnel do Carpo é uma estrutura estreita localizada no punho, através da qual o nervo mediano e tendões passam. Quando há um aumento na pressão ou irritação dentro desse túnel, o nervo mediano pode ficar comprimido, resultando em sintomas como:

    1. Dor, geralmente na mão, punho e dedos.
    2. Formigamento ou dormência na mão, especialmente nos dedos polegar, indicador, médio e anelar.
    3. Fraqueza muscular na mão, dificultando a realização de tarefas que requerem destreza.

    O espessamento do nervo mediano, também conhecido como hipertrofia do nervo mediano, pode ter diversas causas, desde as mais simples e benignas até as mais complexas e que exigem atenção médica.

    O que causa espessamento do nervo mediano?

    Algumas das causas mais comuns:

    1. Causas benignas:

    • Doença de De Quervain: Uma inflamação dos tendões extensores do polegar e do retináculo flexor do carpo, que pode comprimir o nervo mediano e causar espessamento.
    • Cisto ganglionar: Um tipo de cisto benigno que se forma no pulso e pode comprimir o nervo mediano.
      tunel do carpo Cisto ganglionar no pulso
    • Lipoma: Um tumor benigno de tecido adiposo que pode se formar no pulso e comprimir o nervo mediano.
      Lipoma no pulso
    • Trauma: Um golpe, queda ou outra lesão no pulso pode causar inchaço e inflamação, comprimindo o nervo mediano e levando ao espessamento.

    2. Causas patológicas:

    • Síndrome do túnel do carpo: A compressão do nervo mediano no túnel do carpo, geralmente causada por movimentos repetitivos das mãos e pulsos, é a causa mais comum de espessamento do nervo mediano.
    • Diabetes mellitus: O diabetes pode causar danos aos nervos, incluindo o nervo mediano, levando ao espessamento.
    • Artrite reumatoide: Uma doença autoimune que causa inflamação nas articulações, incluindo o pulso, pode comprimir o nervo mediano e levar ao espessamento.
    • Acromegalia: Uma doença hormonal causada pelo excesso de hormônio do crescimento, que pode levar ao aumento do tamanho dos ossos, incluindo os ossos do pulso, comprimindo o nervo mediano.
    • Tumores: Tumores benignos ou malignos no pulso podem comprimir o nervo mediano e causar espessamento.

    Fatores de risco para o espessamento do nervo mediano:

    • Idade: O risco de espessamento do nervo mediano aumenta com a idade.
    • Sexo: As mulheres são mais propensas ao espessamento do nervo mediano do que os homens.
    • Certos tipos de trabalho: Trabalhos que exigem movimentos repetitivos das mãos e pulsos, como digitação, uso de ferramentas manuais ou trabalho em linhas de montagem, aumentam o risco de espessamento do nervo mediano.
    • Gravidez: A retenção de líquidos durante a gravidez pode comprimir o nervo mediano no túnel do carpo, causando espessamento.
    • Obesidade: A obesidade aumenta o risco de desenvolver diabetes e artrite reumatoide, que podem levar ao espessamento do nervo mediano.
    • Histórico familiar: Pessoas com histórico familiar de espessamento do nervo mediano, síndrome do túnel do carpo ou outras doenças que afetam os nervos têm maior risco de desenvolver a condição.

    Sintomas do espessamento do nervo mediano:

    • Dor, formigamento e dormência na mão, principalmente no polegar, indicador, médio e anelar.
    • Fraqueza muscular na mão, dificultando a realização de tarefas que requerem destreza.
    • Dificuldade para segurar objetos pequenos.
    • Sensação de choque na mão.
    • Inchaço no pulso.

    Quem pode ter?

    A princípio, qualquer pessoa pode sofrer com a Síndrome do Túnel do Carpo. Contudo, alguns casos são mais propensos ao aparecimento dela, como, por exemplo, em obesos, diabéticos, portadores de hipotireoidismo, indivíduos com artrite reumatoide.

    Além disso, pode ocorrer temporariamente essa síndrome ou compressão do nervo mediano devido a pratica de esportes, tais como: motocross, bicicleta, crossfit e até mesmo a musculação.

    Entretanto, a Síndrome do Túnel do Carpo ocorre principalmente em mulheres, sobretudo aquelas acima dos cinquenta anos e, em especial, as que estão entrando na menopausa. Igualmente, gestantes também podem apresentar essa síndrome. A alteração hormonal, portanto, é o fator preponderante, graças à queda hormonal durante a menopausa e, por outro lado, o aumento da taxa hormonal no caso da gravidez, que causam o aumento da quantidade de líquido no corpo. Consequentemente, o espessamento do Ligamento Transverso do Carpo pode acontecer.

    Embora não seja muito frequente, algumas pessoas podem desenvolver a Síndrome do Túnel do Carpo graças a causas pós-traumáticas, como, por exemplo, consequência de quedas.

    Quando a síndrome do túnel do carpo é considerada grave?

    Como já vimos até aqui, a síndrome do túnel do carpo é uma condição médica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, causando dor, dormência e fraqueza nas mãos e punhos. Quando a síndrome atinge um estágio grave, os sintomas podem ser debilitantes e interferir significativamente na qualidade de vida. Neste ponto vamos explorar o que é a Síndrome do túnel do carpo grau grave.

    Causas da Síndrome do Túnel do Carpo: A Síndrome do Túnel do Carpo é causada pela compressão do nervo mediano, que passa pelo canal estreito no punho conhecido como túnel do carpo. As causas comuns incluem:

    • Trauma ou lesões no punho.
    • Fatores genéticos que levam a um túnel do carpo mais estreito.
    • Atividades repetitivas que envolvem o uso excessivo das mãos e punhos.
    • Condições médicas subjacentes, como artrite reumatoide.

    Qual exame detecta a síndrome do túnel do carpo?

    Quando o paciente chega ao especialista com suspeita de Síndrome do Túnel do Carpo, o diagnóstico pode ser feito através de exame físico e do histórico do paciente, ou senão, por meio de um exame específico: a eletroneuromiografia.

    A eletroneuromiografia é, portanto, um exame para avaliar a compressão dos nervos periféricos do membro superior (nervos radial, mediano e ulnar). Com a estimulação dos mesmos, podemos observar se há a presença de uma síndrome compressiva – como a síndrome do túnel do carpo – e o grau de compressão do nervo: leve, moderado ou grave.

    Sintomas de síndrome do túnel do carpo

    Os sintomas de síndrome do túnel do carpo mais comuns são: a sensação de formigamento nos dedos e a sensação de dormência e inchaço nas mãos. Em alguns casos, contudo, pode ocorrer de o portador da patologia vir a sentir dor no punho, no cotovelo e até mesmo na mão.

    Usualmente, os sintomas costumam piorar tanto à noite – graças ao repouso que se associa à hiperflexão do punho – quanto em ocasiões em que o indivíduo realiza atividades que exijam esforço das mãos, como, por exemplo: dirigir, falar ao telefone e digitar.

    Alguns pacientes também relatam dificuldade em segurar objetos, ocorrendo em casos especiais de até mesmo derrubá-los, em decorrência da perda de força nas mãos.

    À medida que a Síndrome do Túnel do Carpo avança, o formigamento das mãos costuma piorar, passando a acontecer também durante o dia.

    Nos casos de síndrome do túnel do carpo grau grave, os músculos da mão chegam a atrofiar. Do mesmo modo, pode ocorrer a perda dos movimentos do polegar, assim como da sensibilidade da mão.

    Tratamentos para síndrome do túnel do carpo

    O tratamento convencional, sobretudo nos casos iniciais, consiste em associar o uso de anti-inflamatórios com o uso de uma tala para imobilizar o punho e, consequentemente, melhorar seu posicionamento. Geralmente a imobilização é feita durante a noite, por um período de quatro semanas.

    Especialistas recomendam descansar as mãos e os punhos, e alongá-los, durante o tratamento.

    Caso necessário, a fisioterapia deve acompanhar a complementação do tratamento.

    Outra opção de tratamento conservador é uso de vitamina B, juntamente com uma imobilização da área.

    Em casos mais específicos, os especialistas aconselham fazer terapias por ondas de choque ou até mesmo de infiltrações.

    Em casos de síndrome do túnel do carpo grau grave, quando as demais opções não são capazes de levar à cura, a melhor opção seria o tratamento cirúrgico através da descompressão do túnel do carpo. Tratamento que pode ser tanto aberto quanto endoscópico.

    Esse procedimento é rápido, simples e seguro, com grau de resolubilidade de mais de noventa por cento dos casos da Síndrome do Túnel do Carpo.

    O que fazer para aliviar a dor da síndrome do túnel do carpo?

    Aliviar a dor da síndrome do túnel do carpo envolve uma combinação de medidas que podem ajudar a reduzir os sintomas. No entanto, é importante lembrar que essas medidas podem proporcionar alívio temporário, e o tratamento mais eficaz deve ser determinado por um médico especializado em mãos. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar:

    1. Repouso e Redução da Atividade: Reduza ou evite atividades que agravem os sintomas. Dê um descanso adequado às mãos e pulsos.
    2. Gelo: A aplicação de gelo na área afetada pode ajudar a reduzir a inflamação e aliviar a dor. Use um pano ou uma bolsa de gelo e aplique por cerca de 15 minutos a cada hora.
    3. Palmilhas e tala noturna: O uso de uma tala noturna ou palmilhas ergonômicas pode manter o punho em uma posição neutra enquanto você dorme, reduzindo a pressão sobre o nervo mediano.
    4. Exercícios de alongamento e fortalecimento: Um fisioterapeuta pode recomendar exercícios específicos para alongar e fortalecer os músculos do punho e da mão, o que pode aliviar a pressão sobre o nervo mediano.
    5. Anti-inflamatórios: Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, podem ajudar a reduzir a inflamação e a dor. Consulte um médico antes de usar qualquer medicamento.
    6. Injeções de Corticosteroides: Em alguns casos, o médico pode recomendar injeções de corticosteroides diretamente na área afetada para reduzir a inflamação e aliviar a dor.
    7. Adaptações Ergonômicas: Faça ajustes ergonômicos no local de trabalho, como usar teclados ergonômicos, mouse pad com apoio para o punho e manter uma boa postura.
    8. Terapia Física: A terapia física pode ajudar a melhorar a força e a mobilidade do punho e ensinar técnicas para reduzir o estresse sobre o nervo mediano.
    9. Acupuntura e Terapias Complementares: Alguns pacientes relatam alívio da dor da síndrome do túnel do carpo com terapias alternativas, como acupuntura ou fisioterapia manual.
    10. Considerar Cirurgia: Em casos graves ou que não respondem a tratamentos conservadores, o médico pode recomendar cirurgia para aliviar a compressão do nervo mediano.

    Quem tem síndrome do túnel do carpo pode fazer academia?

    “Quem tem síndrome do túnel do carpo pode fazer academia?” Essa dúvida é mais comum do que você imagina. Pessoas que têm síndrome do túnel do carpo podem, em muitos casos, continuar a fazer exercícios físicos, incluindo frequentar uma academia. No entanto, é importante tomar algumas precauções e adaptar a rotina de exercícios para evitar agravar os sintomas da síndrome. Aqui estão algumas considerações:

    1. Avaliação Médica: Antes de iniciar ou retomar qualquer programa de exercícios, é fundamental consultar um médico, preferencialmente um ortopedista ou especialista em mãos. O médico irá avaliar a gravidade da síndrome do túnel do carpo e fornecer orientações específicas para o seu caso.
    2. Exercícios Adequados: O tipo de exercício que você pode realizar depende da gravidade dos sintomas e das limitações impostas pela síndrome. Geralmente, exercícios de baixo impacto e que não envolvam movimentos repetitivos do punho são mais seguros. Isso pode incluir atividades como caminhada, natação, alongamento e fortalecimento muscular.
    3. Atenção à Postura: Manter uma postura adequada durante os exercícios é essencial para evitar a compressão adicional do nervo mediano. Certifique-se de que sua postura esteja correta durante os exercícios, especialmente ao levantar pesos ou usar máquinas de academia.
    4. Evitar Exercícios de Alto Impacto: Exercícios de alto impacto, como levantamento de peso muito pesado ou movimentos bruscos que envolvem os punhos, podem agravar os sintomas da síndrome. É aconselhável evitar.
    • Sindrome do tunel do carpo pode fazer musculação?

    Pessoas com síndrome do túnel do carpo podem considerar fazer musculação, mas é fundamental consultar um médico ou fisioterapeuta especializado antes de iniciar qualquer programa de exercícios. Eles podem avaliar a gravidade da sua condição e fornecer orientações específicas para o exercício, adaptando o programa de musculação de acordo com suas necessidades individuais e limitações. O acompanhamento médico é crucial para garantir que o exercício seja seguro e benéfico para você.

    O que não pode fazer quem tem síndrome do túnel do carpo?

    Quando se tem síndrome do túnel do carpo, é importante evitar atividades e comportamentos que possam agravar os sintomas ou causar mais danos ao nervo mediano e ao punho afetado. Aqui estão algumas coisas que geralmente devem ser evitadas:
    1. Movimentos Repetitivos do Punho: Evite realizar movimentos repetitivos do punho, especialmente aqueles que envolvem flexão ou extensão excessiva. Isso inclui digitar por longos períodos, operar ferramentas vibratórias ou realizar tarefas que exijam movimentos constantes do punho.
    2. Levantamento de Peso Excessivo: Evite levantar objetos pesados ou realizar atividades que coloquem uma carga excessiva no punho afetado. Isso pode piorar a compressão do nervo mediano.
    3. Má Postura do Punho: Mantenha o punho em uma posição neutra sempre que possível. Evite flexionar ou estender o punho por longos períodos, pois isso pode aumentar a pressão no túnel do carpo.
    4. Atividades de Alto Impacto: Evite atividades de alto impacto que possam causar choque ou pressão significativa no punho, como esportes de contato ou exercícios que exijam movimentos bruscos dos pulsos.
    5. Ficar na Mesma Posição por Muito Tempo: Evite permanecer em uma posição por muito tempo, seja sentado ou em pé. É importante fazer pausas regulares para alongar e movimentar os pulsos.
    6. Temperaturas Extremas: Exposição a temperaturas extremamente frias ou quentes pode aumentar a sensibilidade no punho. Use proteção adequada em condições climáticas adversas.
    7. Gestos Repetitivos: Gestos repetitivos, como usar um mouse de computador ou realizar movimentos repetitivos no trabalho, podem agravar os sintomas. É importante adotar medidas ergonômicas para minimizar o estresse nos pulsos.
    8. Peso Corporal Excessivo: Manter um peso saudável é importante, pois o excesso de peso pode aumentar a pressão nos nervos e articulações, incluindo o túnel do carpo.
    9. Ignorar Sintomas: Não ignore os sintomas de formigamento, dormência, fraqueza ou dor no punho e na mão. Procure atendimento médico assim que notar esses sintomas para um diagnóstico e tratamento adequados.
    10. Automedicação: Evite usar medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde para aliviar a dor, a menos que tenha sido prescrito por um médico.

    É importante lembrar que as recomendações específicas podem variar dependendo da gravidade da síndrome do túnel do carpo e das orientações médicas individuais.

    Quais são as sequelas do túnel do carpo?

    A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição médica que, quando não tratada adequadamente, pode resultar em diversas sequelas e complicações. As sequelas podem variar em gravidade, dependendo do estágio da síndrome, da causa subjacente e da eficácia do tratamento. Algumas das sequelas e complicações mais comuns incluem:
    1. Fraqueza Muscular: A compressão crônica do nervo mediano no túnel do carpo pode levar à fraqueza muscular nas mãos, especialmente nos músculos da base do polegar. Isso pode afetar a capacidade de segurar objetos e realizar tarefas cotidianas.
    2. Atrofia Muscular: Em casos graves e de longa duração da síndrome, pode ocorrer a atrofia dos músculos da mão e do polegar devido à falta de estimulação nervosa.
    3. Perda de Destreza: A perda de destreza nas mãos é comum, o que torna atividades que exigem precisão, como digitar no teclado ou tocar um instrumento musical, mais difíceis.
    4. Dor Crônica: Em alguns casos, mesmo após o tratamento adequado, a dor pode persistir cronicamente. Isso pode afetar significativamente a qualidade de vida.
    5. Diminuição da Sensibilidade: A sensibilidade tátil nos dedos pode ser prejudicada, levando a formigamento e dormência persistentes.
    6. Dificuldade em Realizar Tarefas Cotidianas: As sequelas da síndrome do túnel do carpo podem tornar difícil ou impossível realizar tarefas cotidianas simples, como amarrar sapatos, abrir potes ou segurar objetos leves.
    7. Complicações Cirúrgicas: Em casos em que a cirurgia é necessária para aliviar a compressão do nervo mediano, podem ocorrer complicações cirúrgicas, como infecções, cicatrizes extensas ou recidiva da síndrome.
    8. Impacto na Qualidade de Vida: As sequelas da síndrome do túnel do carpo podem ter um impacto significativo na qualidade de vida, causando desconforto, limitações funcionais e impactando a capacidade de trabalhar e realizar atividades diárias.

    É importante ressaltar que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitas das sequelas da síndrome do túnel do carpo podem ser prevenidas ou minimizadas. Portanto, se você apresentar sintomas da síndrome, como dor, formigamento ou fraqueza nas mãos e punhos, é fundamental buscar orientação médica o mais rápido possível para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da condição.

    especialistas em síndrome do túnel do carpo
    ChatGPT

    Existem vários tipos de profissionais de saúde que são especializados no diagnóstico e tratamento da síndrome do túnel do carpo. Alguns deles incluem:

    1. Ortopedistas: Os ortopedistas são médicos especializados em problemas musculoesqueléticos, incluindo condições como a síndrome do túnel do carpo. Eles podem diagnosticar a condição, prescrever tratamentos e, se necessário, realizar cirurgias.
    2. Neurologistas: Os neurologistas são médicos especializados no sistema nervoso e podem diagnosticar e tratar distúrbios neuromusculares, incluindo a síndrome do túnel do carpo.
    3. Fisioterapeutas: Fisioterapeutas são profissionais de saúde que podem ajudar no tratamento da síndrome do túnel do carpo por meio de exercícios terapêuticos, alongamentos e técnicas de reabilitação.
    4. Terapeutas ocupacionais: Terapeutas ocupacionais podem ajudar a desenvolver estratégias para gerenciar a síndrome do túnel do carpo no ambiente de trabalho e na vida cotidiana, além de fornecer orientação sobre o uso de dispositivos ergonômicos.
    5. Quiropráticos: Quiropráticos podem oferecer tratamentos alternativos, como ajustes na coluna vertebral e técnicas de manipulação, para ajudar no alívio dos sintomas da síndrome do túnel do carpo.
    6. Cirurgiões de mão: Cirurgiões especializados em cirurgias da mão são frequentemente consultados quando o tratamento conservador não é eficaz e a cirurgia é necessária para aliviar a pressão sobre o nervo mediano.

    É importante consultar um profissional de saúde adequado para avaliação e tratamento da síndrome do túnel do carpo, pois a abordagem terapêutica pode variar dependendo da gravidade e da causa da condição.

    Conclusão

    Quanto mais cedo identificarmos a Síndrome do Túnel do Carpo, maiores serão as chances de eficácia do tratamento, sem a necessidade cirúrgica.

    Se você procura ajuda de especialistas em síndrome do túnel do carpo, a Clínica Vicci oferece serviços de diagnóstico e tratamento para essa patologia, por meio da assistência de ortopedistas e fisioterapeutas, podendo utilizar até mesmo a terapia por ondas de choque, caso necessário.

    O nosso compromisso é com o seu bem-estar e o que nos move é a entrega de resultados. O todo é a soma de todas as partes. Conte conosco.

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  • Terapia por Ondas de choque: O que é e quais os benefícios

    Introdução

    A terapia por Ondas de Choque é uma forma de tratamento que especialistas têm utilizado frequentemente para tratar doenças osteoarticulares que não melhoram após o tratamento inicial com medidas menos invasivas.

    Ela se baseia em um princípio chamado efeito cavitação, que atua profundamente nos tecidos por ondas sonoras para poder, dessa forma, regenerá-los. O aparelho consegue, em suma, determinar a intensidade, a frequência e o número de aplicações, que normalmente consistem, na maioria das patologias entre três a cinco sessões.

    Em outras palavras, esta estimulação biológica cria um excelente meio para a cicatrização, alívio da dor e, consequentemente, a restauração da mobilidade do paciente.

    Além disso, outro benefício dessa terapia é a redução, no local lesionado, da quantidade de substância P, um neuromodulador que facilita processos inflamatórios.

    A substância P está presente em grandes concentrações em casos de dor crônica.

    A utilização das ondas de choque

    A terapia por Ondas de Choque ocorre, geralmente, quando outros tratamentos conservadores, como, por exemplo, o uso de anti-inflamatórios, não é suficiente para alcançar os resultados desejados.

    Para a realização do procedimento são necessárias tanto a indicação quanto a prescrição de um profissional da área, que realiza uma avaliação prévia composta de exames clínicos e de imagem do local em que a patologia se apresenta.

    O ortopedista pode realizar esta terapia no próprio consultório e, geralmente não requer qualquer tipo de anestesia. A maioria dos pacientes relata uma dor leve tolerável durante o procedimento; contudo, nos casos em que a dor é profunda, pode haver a necessidade de aplicação de uma anestesia local.

    Patologias

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Ondas de Choque, esse tratamento pode ser utilizado tanto em patologias de tendão quanto em patologias ósseas, patologias musculares e patologias da pele.

    Podemos citar, por exemplo, pseudoartrose (fraturas não consolidadas), fraturas por estresse, lesões musculares crônicas sem descontinuidade, síndrome dolorosa miofascial, feridas não cicatrizadas e úlceras de pele. Estas são, conforme informações da Sociedade Brasileira de Ondas de Choque, algumas patologias para as quais o tratamento com ondas de choque pode trazer benefícios.

    Segundo o Dr. Tiago Baumfeld, as patologias com melhor benefício científico para o tratamento com ondas de choque são a epicondilite lateral (dor no cotovelo), tendinopatia insercional do tendão de Aquiles, tendinopatia patelar, fasceíte plantar e capsulite adesiva (dor no ombro).

    Após o tratamento

    Os pacientes podem retornar às atividades diárias e ao trabalho logo após o procedimento. Entretanto, os médicos que optam por utilizar o tratamento de ondas de choque costumam aconselhar os pacientes a evitarem quaisquer atividades extenuantes que possam causar dor, bem como exercícios de alto impacto em, pelo menos, até quarenta e oito horas após o procedimento.

    Os sintomas costumam melhorar já no intervalo entre as aplicações das ondas de choque. Existem também relatos de que os sintomas chegam a desaparecer em cerca de trinta dias após o fim do tratamento.

    Pesquisas também apontam que a eficiência desse método é de oitenta por cento em pacientes que ainda não tinham obtido melhora com o tratamento convencional.

    Conclusão

    O Tratamento de Ondas de Choque é muito utilizado em Ortopedia e Medicina Esportiva. A seleção brasileira de futebol, inclusive utilizou desta terapia nas Olimpíadas de Tóquio.

    A Clínica Vicci oferece este tratamento em suas instalações e estamos à disposição para tirar quaisquer dúvidas sobre o procedimento.

    O nosso compromisso é com o seu bem-estar, e o que nos move é o seu resultado.

    O todo é a soma de todas as partes.

    Conte conosco.

  • O que é Escoliose? Conheça os sintomas e causas

    O que é Escoliose? Conheça os sintomas e causas

    Introdução

    O que é Escoliose e como corrigir esse problema que acomete crianças, adolescentes e até mesmo adultos é nosso foco neste texto.

    Escoliose é a deformidade mais comum da coluna vertebral, conforme aponta o Dr. André Castilho. É uma alteração multifatorial, com componentes genéticos, musculares, neurológicos e ambientais, como explicado pela fisioterapeuta Isabella Campolina.

    A deformidade é tridimensional (3D), caracterizada por rotação vertebral, inclinação lateral e diminuição das curvas fisiológicas da coluna vertebral.

    Sinais da Escoliose

    Na maioria das vezes, a Escoliose não é perceptível até que se inicie a puberdade, período em que acontece, enfim, o aparecimento e a progressão da deformidade que normalmente pais, professores ou pediatras observam.

    Alguns sinais que podem levar à suspeita da existência de uma Escoliose são, por exemplo, ombros desiguais, fazendo com que uma escápula (omoplata) pareça mais proeminente do que a outra, bem como a cintura irregular, com um lado do quadril mais alto que o outro.

    A maioria dos casos de Escoliose, é leve; contudo, algumas deformidades da coluna vertebral continuam a ficar mais graves à medida que as crianças crescem.

    Casos mais Graves

    Por exemplo, um aspecto perceptível dessa progressão acontece quando a curva da Escoliose piora. Consequentemente, a coluna também gira, além de se curvar para os lados. Em outras palavras, isso faz com que as costelas de um lado do corpo fiquem mais salientes do que do outro lado.

    Uma Escoliose grave pode, portanto, ser incapacitante. Em casos extremos, curvas acima de 100 graus podem diminuir o espaço dentro do tórax, resultando em funcionamento precário dos pulmões.

    Importância do Diagnóstico Precoce

    “Por isso é importante a conscientização dos responsáveis, dos pais, para ter um diagnóstico mais precoce”, ressalta a fisioterapeuta Isabella Campolina.

    Curvas leves, no entanto, podem se desenvolver sem que os pais, responsáveis ou a criança percebam. Usualmente, essas curvas aparecem de forma gradual e, em geral, não causam dor. Professores e amigos podem ser os primeiros a notar a Escoliose de uma criança.

    Embora tanto meninos quanto meninas desenvolvam Escoliose, as meninas possuem um risco consideravelmente maior de piora da curva e de necessitarem de tratamento. A taxa de acometimento em meninas pode chegar a ser oito vezes maior, como informa o Dr. André Castilho.

    Tratamento

    A identificação precoce da Escoliose permite o tratamento clínico com fisioterapia específica e uso de colete para ajudar no tratamento da deformidade, evitando a progressão da Escoliose e a necessidade de cirurgia.

    A fisioterapia é utilizada para restringir a progressão da curva e até mesmo melhorar essas rotações tridimensionais. O tratamento compreende a correção no plano axial e lateral combinada com exercícios específicos, trabalhando de maneira organizada para reduzir a curvatura e, principalmente, evitar a progressão da curva.

    Conclusão

    Caso perceba sinais ou sintomas de Escoliose em seu filho, procure ajuda o quanto antes. Nossa equipe, aqui na Clínica Vicci, conta com profissionais de alto nível, especializados na avaliação e no tratamento da Escoliose.

    O nosso compromisso é com o seu bem-estar, e o que nos move é o seu resultado. O todo, é a soma de todas as partes. Conte conosco para te ajudar!

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  • Doenças e problemas mais comuns causados por má postura

    Doenças e problemas mais comuns causados por má postura

    Quando há uma descompensação, principalmente na coluna, pelve e tórax, diversas consequências podem ocorrer. E isso não quer dizer doenças

    Você sabia que nosso corpo trabalha de forma integrada? Isso não é nenhuma novidade, mas as ações musculares, o alinhamento dos membros, a distribuição de força e carga dependem umas das outras. Quando há uma descompensação, principalmente no esqueleto axial (coluna, pelve, tórax), diversas consequências podem ocorrer. E isso não quer dizer doenças.

    Quando praticamos atividades esportivas, todo nosso corpo funciona em conjunto. Se não tivermos o que chamamos de “gesto esportivo” ou “postura esportiva”, lesões por sobrecarga, fraturas por estresse, entorses de tornozelo, síndrome da banda iliotibial entre outras, se tornam muito mais comuns.

    A má postura esportiva é mais comum do que imaginamos, por esta razão é que algumas lesões também são mais frequentes naqueles que estão iniciando uma atividade sem orientação.

    Uma pessoa que começa a andar de bicicleta com muita frequência, precisa estudar sua postura para permanecer e se manter em cima da bicicleta, sem sobrecarregar a coluna e os membros. Por isso, uma avaliação da postura para este esporte, “Bike Fit”, muitas vezes é recomendada. O mesmo acontece com pilotos de kart, motociclismo e pilotos profissionais de automobilismo.
    Quando pensamos em esportes de contato como futebol, vôlei e handball, não devemos simplesmente “jogar”. O método mais fácil para evitar que a má postura ou mau gesto esportivo levem a lesões é manter treinos relacionados à boa postura e preparo muscular. Corredores devem sempre trabalhar a musculatura lombopélvica para evitar que a “queda pélvica” por má postura ou fraqueza muscular sejam causa de diversas lesões.
    A má postura no dia a dia também é prejudicial e, muitas vezes, mais comum que a esportiva. A postura inadequada mais frequente vem da coluna. Isto acontece tanto pelo nosso dia a dia, que predispõe a flexão do tronco (dirigir, trabalhar no computador, carregar mochilas) quanto de forma evolutiva, onde o envelhecimento, a força continua da gravidade e o desequilíbrio muscular tornam a flexão do troco mais proeminente.
    Mas como isso pode nos afetar?
    Principalmente causando dor! O desequilíbrio do esqueleto axial leva a necessidade de trabalho dobrado dos outros estabilizadores, incluindo o membro superior e inferior. Além da dor, também podem ocorrer tendinites, alteração visual do corpo (um lado mais baixo ou mais alto que o outro) desvios na coluna, protrusão da cabeça, pés planos e falta de elasticidade.
    Isso se resume em adotar ações preventivas para evitar essas consequências no dia a dia e nas atividades esportivas. Devemos fazer atividades físicas com orientação, estar atentos com a nossa rotina diária, evitar sedentarismo e manter alongamentos com atividades regulares para que possamos ter um melhor equilíbrio corporal. Não é fácil mudar rotina, mas é ainda mais difícil viver e tratar doenças que possam ser resolvidas com mudanças de hábito e orientações para cuidados no dia a dia.
    Você tem dúvidas ou sugestão de tema? Mande para danielbaumfeld@gmail.com
  • Meu Tendão de Aquiles dói, e agora? Preciso operar?

    Meu Tendão de Aquiles dói, e agora? Preciso operar?

    Tendão é muito ativado, responsável por transmitir força da musculatura das panturrilhas aos pés, no movimento de flexão do tornozelo. E cobra caro por isso

    A região posterior (de trás) do calcanhar é um local frequente de dor. Essa região, frequentemente denominada no meio popular como esporão superior é uma área muito importante, pois serve de inserção (local de conexão) do tendão mais forte do corpo: o tendão Calcâneo ou tendão de Aquiles.

    Esse tendão é muito ativado durante o dia-a-dia, pois é responsável por transmitir as forças da musculatura das panturrilhas aos pés, realizando o movimento de flexão do tornozelo. Esse movimento é o que nos dá impulsão para caminhar, correr e saltar, fazendo com que esse complexo também seja conhecido como a “mola da perna”.

    Tanta importância não poderia deixar de cobrar sua conta. Tamanha transmissão de força gera na área de contato do tendão com o calcanhar (sua êntese) um processo de degeneração e remodelação contínua, que pode começar com um processo inflamatório, perda da qualidade das fibras do tendão, evoluindo com microrrupturas e ossificação do tendão nos últimos estágios. O que os pacientes sentem ao longo desse processo é dor e até mesmo incapacidade para andar.

    O nome desse processo é Tendinopatia do Aquiles, que pode ocorrer na área de contato com o calcanhar, sendo assim chamada de Insercional ou em uma região mais alta, sendo chamada de não insercional. A condição afeta tanto mulheres como homens, normalmente ativos, e é muito comum em corredores. Cuidar dessa doença é muito importante, pois um tendão degenerado pode predispor a rupturas do Tendão de Aquiles.

    Inúmeros tratamentos estão disponíveis para essas dores no calcanhar. Inicialmente o tratamento conservador ou não cirúrgico é o escolhido, e envolve fisioterapia, priorizando o fortalecimento excêntrico (alongando) do tendão e outras técnicas fisioterápicas para controle da dor. Tipo de calçado, tipo de passada na corrida, balanço muscular global também são fatores a serem analisados. As ondas de choque também têm relevância no tratamento dessa lesão, sendo bem estudada principalmente para a Tendinopatia Insercional.

    Quando tudo isso falha, ainda há esperança. Hoje já existem cirurgias modernas que possibilitam o tratamento da lesão, recuperação do tendão, reabilitação funcional e retorno às atividades, possibilitando aos pacientes a melhora da dor e da qualidade de vida. Obviamente, existem várias técnicas disponíveis e só um ortopedista capacitado ou especialista em pé e tornozelo pode orientar e indicar a melhor conduta.

    Se você tem dúvidas ou sugestão de temas, envie para tiago.baumfeld@gmail.com